projeto armadilhas brasileiras

MINISTÉRIO DA CULTURA e PETROBRAS

apresentam

ARMADILHAS BRASILEIRAS

 Ao completar 13 anos de existência a Companhia do Feijão dá início a novo projeto de investigação artística, intitulado ARMADILHAS BRASILEIRAS, com o patrocínio da Petrobras. Contemplado no Programa Petrobras Cultural, o projeto tem duração prevista de dois anos e inclui parcerias artísticas com o escritor Luiz Ruffato e o multiartista Nuno Ramos, além de uma série de atividades abertas ao público. Em 2013 um novo espetáculo, resultante deste processo, cumprirá temporada em São Paulo e turnê por seis outras capitais brasileiras.

Apresentação

Selecionado no Programa Petrobras Cultural, o projeto ARMADILHAS BRASILEIRAS prevê a manutenção das várias frentes de trabalho da Companhia do Feijão durante dois anos, orientadas para a criação e circulação de um novo espetáculo. Durante o processo de pesquisa, além das atividades conduzidas pelo núcleo artístico da companhia, serão desenvolvidas parcerias com o escritor Luiz Ruffato e o multiartista Nuno Ramos.

O tema

Como tema geral, estará em foco o homem brasileiro de hoje – enquanto receptáculo último das “falhas trágicas” formadoras do caráter nacional.

Os artistas

Este projeto reúne artistas que através de suas obras tem refletido sobre o Brasil e os brasileiros. Tem como intenção estética aprofundar a experiência artística através de intersecções e interações entre as linguagens utilizadas por cada um dos artistas envolvidos. Espera-se com esta reunião a abertura de uma nova fronteira de pesquisa pela via do compartilhamento de experiências e também a obtenção, como resultado final, de evoluções estéticas no campo da linguagem cênica.

Acesso à cultura

No plano prático da difusão cultural, a companhia persistirá com sua prática de origem, em favor da ampliação do acesso cultural e das oportunidades de formação e experiência crítica de seus públicos. Todas as atividades abertas previstas no escopo do projeto serão oferecidas de forma gratuita.

As atividades

Três esferas de ocupação humana brasileiras (chamadas de Cidade grande – São Paulo –, Cidade pequena e Não-cidade – ambas a ser definidas) serão alvo de trabalho de campo, determinando três ciclos de investigações sobre o tema central. Neles se desenvolverá, além do trabalho interno de criação pelo núcleo da companhia, um processo que inclui atividades de estímulo, suporte e compartilhamento: encontros abertos com pensadores, leituras, mostras e oficinas públicas teatrais e de redação, intercâmbios artísticos e um documentário. Seguem abaixo informações sobre as atividades previstas e as até agora programadas.

PROGRAMAÇÃO – atividades previstas

Dentro do objetivo geral de manutenção do trabalho de 13 anos da Companhia do Feijão em suas frentes de investigação e criação artística, formação e compartilhamento, este projeto prevê as seguintes atividades:

1º ano – setembro de 2011 a agosto de 2012

Processo completo de criação de novo espetáculo (dividido em três ciclos) a partir do tema geral Armadilhas Brasileiras e do estreitamento da linguagem teatral baseada no ator-narrador com a literatura e as artes plásticas, a partir das seguintes práticas:

  • laboratórios de vivência literária com o escritor Luiz Ruffato (uma em cada ciclo de investigação);
  • oficinas de criação teatral (uma para cada ciclo de investigação: ator-narrador-personagem, narrativa não-verbal e narrativa musical);
  • apresentações gratuitas de espetáculo de repertório em três localidades brasileiras utilizadas como base de investigação (a cidade de São Paulo e outras duas a serem escolhidas, intituladas como cidade pequena e não-cidade);
  • intercâmbio com três coletivos teatrais da cidade de São Paulo (a partir da afinidade com o tema proposto), com encontros de trabalho e apresentações de espetáculos;
  • encontros com artistas e pensadores ligados ao tema;
  • mostras periódicas de resultados cênicos;
  • atividades complementares: blog e documentário final sobre a pesquisa.

2º ano – setembro de 2012 a agosto de 2013

Temporada em São Paulo e circulação do espetáculo resultante (possivelmente acompanhado de outro dos espetáculos da companhia em repertório) pelas capitais Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ). Datas a definir.

A pesquisa – gênese e método (sumário)

  • A Companhia do Feijão propõe com este projeto o início de um novo ciclo investigativo com a ambição de traçar um panorama do homem brasileiro contemporâneo em relação às “pedras” que encontra em seu caminho, sobretudo as diretamente ligadas a características próprias do sistema em vigor, de difícil classificação, híbrido, errático, sinal manifesto de tempos de crise e transição. Concomitantemente, prosseguirá com sua pesquisa de linguagem sobre o ator-criador. Após 13 anos de trabalho neste domínio, o foco agora estará na verticalização das relações entre os atores e duas outras áreas artísticas: literatura e artes plásticas.
  • Metodologicamente falando, este processo teve seu nascedouro em experiências recentes de trocas com estas outras artes, onde se iniciou um processo de concepção cênica que ultrapassa a figura do ator-narrador, em direção aos domínios da escritura do texto e da criação plástica do ambiente que abarca a cena. Nestas trocas foram encontrados dois parceiros: Luiz Ruffato e Nuno Ramos, em quem identificamos inquietações estéticas e ideológicas comuns, entre elas a busca por uma linguagem genuína a partir de procedimentos criativos irmãos e a necessidade de novas traduções poéticas à altura das velozes questões sociais e políticas contemporâneas.
  • Entre as circunstâncias que conferem potência a este projeto, destaca-se a atualidade da discussão sobre as “armadilhas” (termo bastante teatral, sobretudo se considerada sua tridimensionalidade) sociais a que estamos sujeitos num país tão desigual. Uma mescla cruel entre o ultra-moderno e o ultrapassado, onde necessidades básicas de sobrevivência são solapadas pela mercantillização dos sonhos e do bem-estar, dividindo e deslocando o sentido de pertencimento humano possível, de identificação com o lugar onde vivemos e gerando toda sorte de violências (não só a do crime: também as mais sutis), num processo de (de)formação de cidadãos cada vez mais diminuídos e passivos.
  • Ancorando o estudo estão atividades regulares de preparação e treinamento, trabalho de campo em locais regidos por variantes distintas do sistema e diálogos com as populações estudadas e representantes de correntes várias de pensamento.

 

                    Patrocínio

   


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