2011-2013 – armadilhas brasileiras

Armadilhas brasileiras

Armadilhas brasileiras - foto de Aline AlmeidaO projeto, contemplado em seleção pública do Programa Petrobras Cultural, teve como tema geral o homem brasileiro de hoje, notadamente o artista, enquanto receptáculo das “falhas trágicas” formadoras do caráter nacional. Envolveu a manutenção das várias frentes de trabalho, orientadas para a criação e circulação do espetáculo Armadilhas brasileiras.

Entre as atividades desenvolvidas estiveram:

  • laboratórios de vivência literária com o escritor Luiz Ruffato;
  • oficinas de criação teatral sobre modos de narrativa;
  • apresentações gratuitas de espetáculo de repertório;
  • intercâmbio com coletivos teatrais da cidade de São Paulo (Antropofágica, Brava Companhia e Engenho Teatral), com encontros de trabalho e apresentações de espetáculos;
  • encontros (internos e abertos ao público) com artistas e pensadores ligados ao tema: Denise Namura, Francisco Zmekhol Nascimento de Oliveira, José Antônio Pasta Jr., Luiz Ruffato, Michael Bugdahn, Nuno Ramos, Sérgio de Carvalho e Walter Garcia;
  • mostras periódicas de resultados cênicos;
  • criação do documentário Armadilhas brasileiras – Companhia do Feijão 15 anos, dirigido por Leandro Goddinho;
  • temporada em São Paulo e circulação do espetáculo Armadilhas brasileiras por seis capitais brasileiras, acompanhado do espetáculo Mire veja, do laboratório literário conduzido por Luiz Ruffato, oficinas teatrais e exibição do documentário.

A pesquisa teve teve seu nascedouro em experiências de trocas com outras artes, principalmente a literatura e as artes plásticas, onde se iniciou um processo de concepção cênica em direção aos domínios da criação em si e dos dilemas do artista neste processo.

Entre as circunstâncias que conferiram potência a este projeto, destaca-se a discussão sobre as “armadilhas” sociais a que estamos sujeitos num país tão desigual. Uma mescla cruel entre o ultra-moderno e o ultrapassado, onde necessidades básicas de sobrevivência são solapadas pela mercantillização dos sonhos e do bem-estar, dividindo e deslocando o sentido de pertencimento humano possível, de identificação com o lugar onde vivemos e gerando toda sorte de violências, inclusive as mais sutis: um processo de (de)formação de cidadãos cada vez mais diminuídos e passivos.

Para maiores informações e acesso a materiais produzidos durante este projeto, escreva para feijao@companhiadofeijao.com.br.