Teatro no Século XXI – a criação teatral – políticas públicas e privadas
Encontros abertos gratuitamente ao público
Local: Funarte – Alameda Nothmann 1058 – (11) 3662.5177 – Campos Elíseos – São Paulo
Série de encontros promovida pela Funarte-SP e conduzida por Pedro Pires (Companhia do Feijão), com diálogos entre profissionais e interessados em questões a respeito de políticas públicas e privadas para o teatro.
Depois de uma primeira etapa de encontros formativos para interessados inscritos, serão agora realizadas na sede da Funarte em São Paulo três Mesas de debate abertas ao público (dias 28 e 29 de novembro e 6 de dezembro de 2011) com os temas:
1. O teatro, os grupos teatrais e os artistas independentes de teatro e seu comprometimento com a Arte deste tempo.
- dia: 28/11/11 – segunda-feira
- horário: 19h30
Como os artistas estão processando o tempo presente em suas obras. O norte deste primeiro diálogo será dado pelos sub-temas:
- A imaginação poética e a urgência contemporânea
- A necessidade determinando a ação artística ou a ação “artística” determinada pela necessidade
- Caminhos criativos – A precariedade como estética ou como limitação artística
- A Poética Burocrática – Cartilhas Estéticas e Comportamentais (formas de produção X modo de produção).
Convidados:
- Thiago Vasconcelos – Cia. Antropofágica
- Mariana Senne e Patrícia Gifford – Cia. São Jorge de Variedades
2. Para onde anda a carruagem – os processos de modernização conservadora e os mecanismos de financiamento ao teatro (políticas públicas e mecanismos semi-públicos ou privados de financiamento).
- dia: 29/11/11 – terça-feira
- horário: 19h30
O financiamento da arte pública, tendo como baliza o projeto engendrado no seio do Movimento Arte contra a Barbárie que, no final dos anos 90, passou a fazer uma análise crítica da ideologia dominante embutida nos mecanismos das leis de incentivo e apontou novos caminhos para o teatro, tendo como premissa o seu papel de arte pública. O norte deste segundo diálogo será dado pelos sub-temas:
- Da forma Edital à formatação das cabeças – como se deu a incorporação do discurso crítico nas práticas dos agentes públicos (governos), semi-públicos e privados
- Quais as consequências de um projeto de Políticas Públicas para as artes feito pela metade
- Como se processam as “conquistas pela metade” na imaginação e na ação dos artistas – acomodação na precariedade X militância.
Convidados:
- Luis Carlos Moreira – Engenho Teatral
- Rudifran Pompeu – Grupo Redimunho de Investigação Teatral
3. Revendo o Arte contra a Barbárie
- dia: 06/12/11 – terça-feira
- horário: 19h30
Partindo dos eixos centrais do Primeiro Manifesto do Movimento Arte contra a Barbárie, ou seja:
- da mercantilização da cultura
- da transferência do julgamento do que seria culturalmente relevante para as artes para a iniciativa privada através dos mecanismos de incentivo fiscal – Lei Rouanet
- da ilusória propagação da ideia da criação de um mercado cultural
- da necessidade da criação de mecanismos públicos de financiamento das artes;
e contando com a presença na mesa de dois artistas que participaram da elaboração deste documento, o objetivo deste terceiro diálogo é o de lançar um olhar para a diferença entre os tempos de um 1998 recheado de crises econômicas e um 2011 pleno de crescimento.
Convidados:
- Aimar Labaki – dramaturgo e diretor
- Hugo Possolo – Parlapatões



