Moçambicano KLEMENTE TSAMBA no Feijão

Recebemos nos dias 8 e 9 de julho em nossa sede o espetáculo Nos tempos de Gungunhana, com criação e interpretação do moçambicano Klemente Tsamba, em turnê por vários estados brasileiros. Serão duas únicas apresentações.

O espetáculo é baseado na tradição oral dos contadores de histórias africanos, onde um único elemento se desdobra em vários personagens para, com a cumplicidade do público, retratar alguns episódios mágicos paralelos à vida do célebre rei tribal moçambicano Gungunhana.

O texto da peça é em parte uma recolha dos relatos de “Ualalapi”, obra premiada do escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa. Um conjunto de histórias dentro de uma história, uma obra que parte de um tempo histórico e de uma cultura particular para depois seguir numa viagem universalista e sem fronteiras.

Sinopse

Era uma vez um guerreiro da tribo tsonga chamado Umbangananamani, que fora em tempos casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos. Mas tentaram muito. Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, mas que muito rapidamente se vai transformar numa sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do rei Gungunhana, onde a crueldade e as mortes por vezes se misturam com o humor, em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos ritmos tradicionais de Moçambique. No entanto, este karingana, não tem nada a ver com Gungunhana! Voltemos então à história: Karingana wa Karingana!

  • Criação/Interpretação: Klemente Tsamba
  • Textos originais: Ungulani Ba Ka Khosa
  • Apoio/Assistência criativa: Filipa Figueiredo, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis
  • Adereços e figurinos: KlementeTsamba
  • Fotografia: Margareth Leite
  • Duração: 60 min
  • Recomendação etária: 16 anos.
  • Apresentações: 8 e 9 de julho, sábado e domingo às 20h
  • Ingressos: pague quanto puder
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
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Exposição TUOV 50 anos

No primeiro final de semana de julho, dias 01 e 02, sábado e domingo, acontecerá uma festa teatral no bairro do Bom Retiro. O Teatro Popular União e Olho Vivo, também conhecido como TUOV, abre as portas de sua sede com uma série de convidados muito especiais para celebrar e relembrar histórias de cinco décadas do grupo que segundo Augusto Boal é um dos mais importantes coletivos de teatro popular das Américas e do mundo.

Grupos de teatro e artistas das cidades de São Paulo e Porto Alegre, se revezarão entre encenações, leituras dramáticas, cenas comentadas, cenas-cantadas, músicas e adaptações de grande parte das peças realizadas pelo União e Olho Vivo, além de uma peça inédita do dramaturgo Cesar Vieira, O Transplante. Haverão também Mesas de Relatos com a participação de trabalhadores do teatro, incluindo ex-membros do TUOV e estudiosos do campo das artes, público, que acompanha e/ou já participou dessa longa trajetória.

Entre as importantes personalidades e coletivos teatrais já confirmados para participar desta grande celebração de 50 anos do União e Olho Vivo marcam presença os amigos e parceiros: Celso Frateschi, Evaristo Martins de Azevedo, Luiz Alberto Sanz, Luiz Carlos Moreira(Engenho Teatral), Marisa Dutra, Oswaldo Acaleo, Brava Companhia, Cia São Jorge de Variedades, Companhia Antropofágica, Companhia do Feijão, Sergio Carvalho e
a Companhia do Latão, Levanta Favela (POA), Luís Mármora e o Samba do Bule (grupo nascido na sede do Olho Vivo que tem como fundador Cesinha Pivetta, também integrante do TUOV ). A história oral do União e Olho Vivo e suas relações resgatará o que está hoje guardado em prateleiras e gavetas, reavivando a memória, por meio de lembranças ainda
não registradas de pessoas que conviveram com o grupo e acompanharam sua trajetória em distintos momentos. A população é convidada para uma imersão na história do TUOV, contada por quem participou de alguma forma desta longa jornada.

Serão dois dias de Relatos-Ações, uma espécie de festival sobre o Teatro Popular União e Olho Vivo, um encontro de parceiros e amigos na sede, localizada no bairro do Bom Retiro. Relatos – “O União e Olho Vivo: Teatro Popular em Resistência” trará à tona uma “história de relações” entre grupos de teatro e os seus desdobramentos. Pretende, assim, desvelar grande parte da realidade do movimento de teatro durante cinco décadas. Um ato teatral de dois dias que vai às origens dos caminhos percorridos pelos vários grupos.

PROGRAMAÇÃO “RELATOS TUOV 50 ANOS”

01 de Julho de 2017 – Sábado

  • 14h30: Abertura ao Público
  • 15h00: Mesa de Relatos – O União e Olho Vivo: O Teatro Popular em Resistência – Parte I – Convidados: Evaristo Martins de Azevedo, Luiz Carlos Moreira e Marisa Dutra
  • 16h45: Companhia do Latão – apresenta a peça O Evangelho Segundo Zebedeu (1970), de Cesar Vieira
  • 18h15: Uma Estória de Adonirans… (Barbosinha Futebó Crubi – Uma História de Adonirans) com Luís Mármora
  • 19h30: Transplante (1982), de Cesar Vieira com Companhia Antropofágica
  • 20h30: João Cândido do Brasil – A Revolta da Chibata (2001), de Cesar Vieira com Companhia São Jorge de Variedades
  • 20h30: Samba do Bule – Show: Samba do Bule 10 Anos

02 de Julho de 2017 – Domingo

  • 14h30 : Abertura ao Público
  • 15h00: Mesa de Relatos : O União e Olho Vivo: O Teatro Popular em Resistência – Parte II – Convidados: Celso Frateschi, Luiz Alberto Sanz e Oswaldo Acaleo
  • 16h45: Sepé: Guarani Kuery Mbaraeté (Morte aos Brancos – A Lenda do Sepé Tiarajú (1984), de Cesar Vieira) com Levanta Favela
  • 18h00: Rei Momo – Uma Sinopse Animada para o TUOV (Rei Momo (1972), de Cesar Vieira) com Companhia do Feijão
  • 19h30: Corinthians, Meu Amor – Segundo Brava Companhia – Uma homenagem ao Teatro Popular União e Olho Vivo (Corinthians, Meu Amor (1966), de Cesar Vieira) com Brava Companhia

Além do evento, o grupo segue com a exposição “TUOV 50 ANOS – Em Busca de um Teatro Popular” que tem curadoria de Alexandre Benoit e resgata a trajetória do próprio grupo como um capítulo vivo da cultura brasileira. A exposição conta os 50 anos de trabalho do TUOV (1966 a 2016) através de imagens, cartazes, vídeos, objetos de cena, figurinos, narrando de forma simples as andanças do grupo pelas periferias de São Paulo, pelos quatro cantos do Brasil e pelo mundo afora.

Na abrangente mostra, resgatou-se um material até então inédito de fotos, vídeos e depoimentos (de Antonio Cândido, Iná Camargo, Zé Renato, entre outros) que atestam a dura luta por uma arte engajada, levando o teatro para salões paroquiais, associações de bairro, misturando sem cerimônia o teatro com reivindicações por pavimentação de ruas, creches e moradia digna. Na exposição, é apresentada a carreira internacional do Olho Vivo que vai desde os esforços pela interligação latinoamericana de grupos teatrais até a repercussão das montagens e dos roteiros em países como França, Itália, Polônia e Egito.

Em paralelo ao TUOV, Idibal Pivetta, advogado (nome verdadeiro de César Vieira), exerceu intensa militância no período da ditadura, engajando-se pela liberdade de perseguidos políticos e pela memória dos desaparecidos do regime militar. Esta luta também é contada na exposição, pois confunde-se com a própria existência do TUOV.

Todo o evento será registrado em audiovisual, por Nana Ribeiro e André Cruz fazendo parte do projeto de um filme documentário que tem a direçao de Graciela Rodriguez, integrante do Olho Vivo há mais de 25 anos.

Se você ainda não conhece o trabalho do TUOV, não perca a oportunidade de se aproximar das particularidades deste grupo que já foi visto por mais de 4 milhões de pessoas ao redor do mundo e que resiste bravamente com seu teatro popular na cena cultural e social brasileira. O TUOV abre as portas da sua sede mais uma vez para receber o público e contar a sua história. Como diz Neriney Moreira, um dos fundadores: “esta é a nossa vida!”

O projeto de comemoração dos 50 anos do União e Olho Vivo tem patrocínio da 28ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo.

EXPOSIÇÃO: “TUOV 50 ANOS – EM BUSCA DE UM TEATRO POPULAR”
A exposição reúne mais de 300 imagens, vídeos, áudios, figurinos e adereços cênicos, para contar um pouco dessa história, lançando luz sobre as aventuras, alegrias e a resistência do TUOV. A proposta busca também apontar para o futuro, pois a luta por uma arte popular é tão atual hoje como nos anos 70, e o TUOV (agora com o Samba do Bule) demonstra a mesma disposição para seguir por mais 50 anos sulcando os mares da fantasia, desfraldando as bandeiras da utopia! Temporada: até 02/07/2017- quarta a sábado – 14h às 18h (excepcionalmente o domingo 02/07/17 de encerramento)

Programação Gratuita
Classificação: Livre
Informações: teatropopularuniaoeolhovivo@gmail.com /tuov50anos.producao@gmail.com
Local: Teatro Popular União e Olho Vivo, R. Newton Prado 766, Bom Retiro – São Paulo
Telefone: 011 3331-1001
Mais informações: uniaoeolhovivo.com.br / www.facebook.com/tuovivo

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SOBRE A LIBERDADE no Feijão

Recebemos no final de maio para curtíssima temporada em nossa sede o espetáculo Sobre a Liberdade, dirigido por Georgette Fadel e composto de dois atos: Afinação I e Ajuste I.

Afinação I é um solo de Georgette Fadel sobre textos de Simone Weil, Brecht, Hegel e Marx. Uma conferência-aula sobre a relação entre a opressão e o sofrimento no mundo e o incrível boicote ao pensamento racional. Uma oração à razão. A beleza de conhecer, a possibilidade de, através do trabalho sobre o espírito (pensamento), ver o mundo como ele é e habitá-lo com justiça.

Ajuste I é uma pequena opereta desgovernada. Em cena três homens munidos de guitarras, que em seus microfones caçam, procuram, experimentam, pensando, pensando, às vezes verdadeiramente, às vezes em fragmentos voltados para si mesmos. Mas presentes. Na feira das palavras, no pregão da verdade.

  • direção: Georgette Fadel
  • dramaturgia: Georgette Fadel (Afinação I) e André Sant’anna (Ajuste I)
  • em cena: Georgette Fadel (Afinação I), André Sant’anna, Marcos Damigo e Zé Azul (Ajuste I)
  • direção musical: Zé Azul (Afinação I)
  • cenografia: Fadel Jacob Fazel (Afinação I)
  • figurinos: Victor Hugo Mattos (Ajuste I)
  • luz: Julia Zakia
  • design de som: Gabriel D’Angelo
  • produção: Gabriel Bortolini
  • quando: 30 de maio a 21 de junho, terças e quartas às 21h
  • duração: 110 minutos
  • ingressos: $ 30 e $ 15
  • recomendação etária: 14 anos
  • onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República / COM ACESSO A CADEIRANTES
  • capacidade: 60 lugares
  • contato: (11) 9.9520.3433
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Aproximação ao distanciamento de Brecht – no Feijão

Recebemos em maio a oficina Aproximação ao distanciamento de Brecht, ministrada pela atriz e diretora argentina Laura Brauer.

A oficina propõe uma abordagem teórica e pratica em torno das propostas de Bertolt Brecht para o teatro e tem o objetivo de gerar um espaço para a reflexão e diante da ação conjunta possibilitar aos participantes interações que façam o corpo pensar, deem peso à palavra e transformem o ator em interlocutor do espectador.

  • Quando: 27 e 28 de maio 2017, sábado e domingo, das 14h às 20h
  • Vagas: 15
  • Custo: $ 200 | $ 150 para estudantes
  • Inscrições: enviar currículo para o email laurabrauer@hotmail.com
  • Onde: Companhia do Feijão – Rua Dr. Teodoro Baima 68 – República
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ESTREIA: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida

Estreamos no dia 6 de abril no Sesc Belenzinho em São Paulo nosso novo espetáculo: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida, com texto e direção de Pedro Pires. A temporada se estende até 30 de abril, sempre de quinta a domingo, tendo como atividade complementar uma oficina a partir da metodologia de nosso trabalho (veja post abaixo).

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa, ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos, o sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

O espetáculo

Com texto e direção de Pedro Pires, este espetáculo teve como base quatro materiais de investigação: as manifestações de 2013 vistas através do olhar de um cidadão da classe média urbana – indignado com o “estado das coisas”; os romances de Chico Buarque e textos do escritor italiano Primo Levi como materiais de estudo histórico e humano para a elaboração da dramaturgia; o irreverente personagem popular criado por Adoniran Barbosa para narrar/cantar suas próprias músicas; e por fim nossa pesquisa sobre os limites entre as linguagens épicas e dramáticas para a elaboração da encenação e das performances cênicas de atrizes e atores.

DaTchau trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir. Com a proposta de discutir os tempos turvos de hoje por meio de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de uma reflexão sensível, que busca pensar o mundo sob uma outra lógica social, econômica e humana. E desta forma talvez contribuir para a compreensão de nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Flávio Pires, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Paulo Lobo
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa
  • Fotos: Cacá Bernardes
  • Operação de luz: Pati Morim
  • Operação de vídeo: Bruno Carneiro
  • Assistência de produção: Leonardo Cicero
  • Assessoria de imprensa: Sylvio Novelli Assessoria em Comunicação
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Temporada: de 6 a 30 de abril, quintas a sábados às 21h30, domingos e feriado de 21 de abril às 18h30 – OBS: no dia 14 de abril não haverá espetáculo
  • Ingressos: $ 20 (inteira), $ 10 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e $ 6 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
  • Duração: 100 minutos
  • Classificação etária indicativa: 14 anos
  • Onde: Sesc Belenzinho – Sala I – Rua Padre Adelino 1000 – Metrô Belém – (11) 2076.9700
  • Capacidade: 80 lugares
  • Outras informações e ingressos: sescsp.org.br/belenzinho
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Oficina gratuita: O ofício do ator épico – técnicas narrativas – experiências teatrais com o Feijão – no Sesc Belenzinho

Como atividade complementar à estreia e temporada de nosso novo espetáculo DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida (ver post acima), realizaremos no Sesc Belenzinho uma oficina gratuita com base em nossa metodologia de trabalho. Informações no flyer abaixo e inscrições pelo endereço oficinadeteatro@belenzinho.sescsp.org.br.

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TESEU – UMA RAPSÓDIA DE MOMENTOS QUE NÃO SERÃO LEMBRADOS no Feijão

Recebemos em março a Cia. Babuínos de Teatro com o Espetáculo Teseu – uma rapsódia de momentos que não serão lembrados, onde uma banda de garagem em crise narra a história do mitológico astro do rock Teseu, rumo ao estrelato, buscando respostas para seus dilemas.

O espetáculo parte da transposição do mito grego para a contemporaneidade, colocando o protagonista como um grande astro do rock. Pontuada por intervenções musicais, ou ainda, narrativas musicadas, o espetáculo propõe a discussão da natureza irretocável do herói.

  • Direção: Fernando Nitsch
  • Dramaturgia: Rafaela Penteado
  • Elenco: Bernardo Bibancos, Bruno Camargo, Fernando Sheila Racy, Gabriel Serpa, Rebecca Catalani e Vinícius Furquim
  • Direção Musical: Dagoberto Feliz
  • Trilha Sonora Original: Cia. Babuínos de Teatro
  • Cenário, Figurino e Adereços: Eliseu Weide
  • Iluminação: Lui Seixas
  • Preparação corporal: Luaa Gabanini
  • Assistência de direção: Isabel Oliveira
  • Produção: Bruno Camargo e Barbara Sgarbi
  • Técnica e operação de som: Juliano Veríssimo
  • Design Gráfico: Pedro Levorin e Gabriel César
  • Fotografia: Rafael Sampaio
  • Assessoria de imprensa: Paloma Rocha
  • Projeto: Cia. Babuínos de Teatro
  • Realização: Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura
  • Duração: 100 minutos
  • Classificação: 16 anos
  • Temporada: de 11 de março a 4 de abril – sábados às 21h e domingos, segundas e terças às 20h
  • Ingresso: $ 20 – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações
  • Onde: Companhia do Feijão -Rua Dr. Teodoro Baima, República – com acesso a cadeirantes
  • Reservas pelo email: ciababuinos@gmail.com
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LEDORES NO BREU no Feijão

Recebemos em janeiro uma curta temporada do espetáculo LEDORES NO BREU, com Dinho Lima Flor.

Inspirado no texto “Confissão de Caboclo” do poeta Zé da Luz e no pensamento e prática do educador Paulo Freire, o espetáculo Ledores no Breu trata das relações entre o homem sem leitura e sem escrita com o mundo ao seu redor. Histórias entrelaçadas que acompanham analfabetos em pleno século XXI, homens percorrendo distâncias para elucidar suas dúvidas, seus erros e seus crimes. Há o homem que não lê, habitante do breu, que por isso mesmo é capaz de assassinar o bem maior de sua vida. Há também outro homem que lê, mas não consegue interpretar o texto, perdendo-se num mar de palavras sem sentido. Há ainda aqueles que leem as palavras, mas não leem o mundo: são muitos os ledores no Breu.

O que faz com que a cultura seja a porta-voz, não só de um desejo de emancipação, mas também, paradoxalmente, sirva de mecanismo de exclusão e demarcação de fronteiras sociais se apoiando em preconceitos linguísticos?

A Leitura do mundo e a leitura das letras. Nessas duas esferas de apreensão e criação do conhecimento, circulam nossos Ledores no Breu. O Espetáculo pretende ser uma reflexão sobre as consequências dos muitos analfabetismos à nossa volta. A partir de textos de Paulo Feire, Lêdo Ivo, Zé da Luz, Patativa do Assaré, Luiz Fernando Veríssimo, canções de Cartola, Jackson do Pandeiro e Chico César, figuras se cruzam, histórias se embaraçam e tecem as trajetórias dessas vítimas do crime de não saber ler.

  • Atuação: Dinho Lima Flor
  • Direção: Rodrigo Mercadante
  • Assistência de Direção: Thiago Claro França
  • Iluminação: Thiago França Claro e Artur Mattar
  • Contra-regra: Cida Lima
  • Designer Gráfico: Fábio Viana
  • Foto: Alécio Cesar
  • curta temporada: de 6 a 23 de janeiro, às sextas, sábados e segundas às 21h e domingos às 20h
  • onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • ingresso: $ 20

 

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SARAU com poemas de Manoel de Barros no Feijão

sarauFinalizamos em dezembro nossa primeira série de saraus poéticos, que buscou lançar um olhar poético sobre questões, belezas, essencialidades e particularidades do homem brasileiro a partir de autores nacionais comprometidos com nossa origem e formação, à luz da realidade contemporânea.

Em DEZEMBRO – Céu e chão de Manoel de Barros

No último sarau da série estarão poemas e escritos de Manoel de Barros contidos nos livros Memórias inventadas, Poemas concebidos sem pecado, Gramática expositiva do chão e Concerto a céu aberto. Com Fernanda Rapisarda e José Romero, além de participação aberta ao público.

  • quando: 8 de dezembro, quinta às 20h
  • ingressos: grátis
  • duração: 40’
  • recomendação etária: livre
  • onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República / com acesso a cadeirantes
  • capacidade: 50 lugares

Realização: Companhia do Feijão / Cooperativa Paulista de Teatro / Secretaria Municipal de Cultura / Programa de Fomento ao Teatro

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A TRAGÉDIA DE JOÃO E MARIA – teatro da deformação – no Feijão

joão e mariaLivremente inspirado no conto dos irmãos Grimm, a peça é uma versão adulta e deformada de Hansel und Gretel. A história retrata a trajetória de duas crianças abandonadas pelos pais em meio ao desespero da fome e da impossibilidade de alimentá-los. Influenciada por imagens de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a peça, cujo mote é uma sociedade em decadência e o universo carcomido da miséria “adulta”, evoca condições vitais precárias que são o cerne de um corpo oprimido, e dão aos atores a marca da dor e da fome.

  • Direção e Roteiro: Thiago Reis Vasconcelos
  • Direção Musical: Lucas Vasconcelos
  • Elenco: Clayton Lima, Fabi Ribeiro, Haroldo Stein, Martha Guijarro, Rafael Gracioli, Renata Adrianna, e Suelen Moreira
  • Músicos: Bruno Miotto, Bruno Mota, Deborah Hathner e Lucas Vasconcelos
  • Cenário e Figurino: Companhia Antropofágica
  • Desenho de Luz: Alessandra Queiroz e Renata Adrianna
  • Operação de Luz: Alessandra Queiroz
  • Produção: Maria Tereza Urias
  • Registro Audiovisual e Fotográfico: Alan Siqueira
  • quando: 4 a 27 de novembro, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h
  • ingressos: grátis, retirados diretamente na bilheteria, aberta uma hora antes das apresentações
  • duração: 80’
  • classificação etária: 16 anos
  • onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República / com acesso a cadeirantes
  • capacidade: 50 lugares

Realização: Cia. Antropofágica / Companhia do Feijão / Cooperativa Paulista de Teatro / Secretaria Municipal de Cultura / Programa de Fomento ao Teatro

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