cursos e oficinas

JULHO 2018

APROXIMAÇÃO AO DISTANCIAMENTO DE B. BRECHT – com Laura Brauer

SELECIONADOS

Devido ao grande número de inscritos o número de vagas para praticantes foi aumentado, não havendo por isso a possibilidade da participação de ouvintes. Os selecionados são os seguintes:

Alice Caroline de Rosa, Andressa Habyak, Dirka Ferreira, Douglas Simon, Elisete Santos, Fernanda Nunes, Francisco Ohana, Gustavo Correia, Hugo Koleckner, Igor Nascimento, João Carlos Silva Pinto, Karol Piacentini, Letycia Nascimento, Lu Machado, Márcia Cristina Silva, Maria Luisa Frizzo, Michelle Racaneli, Paulo Jorge Barreira Leonardo, Rafael Mellim, Samara Monteiro e Wellington Candido.

Os selecionados deverão comparecer no dia 2 de julho, segunda-feira, às 15h, na Companhia do Feijão, à Rua Dr. Teodoro Baima 68, República, para o início dos trabalhos.

A atividade integra o projeto Perversidades Brasileiras (A hora do Show), contemplado pela 31ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

A oficina

Trata-se de uma primeira abordagem teórica e prática em torno das propostas de Bertolt Brecht para o teatro, com o objetivo de gerar um espaço para a reflexão e, diante da ação conjunta, possibilitar aos participantes interações que façam o corpo pensar, deem peso à palavra e transformem o ator em interlocutor do espectador. E com as intenções de buscar o sentido do discurso para a sua realização, de fazer do palco um reflexo que permita um olhar crítico e de preparar a cena para que daí advenha a análise; e desta forma construir um teatro crítico que dialogue e não um que “diga”, que esteja à frente e não atrás de seu público.

Atividades

Exercícios brechtianos preparatórios. Encenações que estimulam o pensamento crítico. Trabalho de atuação com cenas. Análise da ação. Diálogo ator-personagem-distância. Pensamento crítico em cena. Trabalho para evidenciar contradições. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico.

Conteúdo

  • Introdução. Aproximação ao distanciamento de Brecht: Primeira distância com a fábula: narração. Enunciação da ação. Trabalho de conscientização acerca das alternativas. Escolhas.
  • Teatro didático ou teatro de aprendizagem: Desmecanização do corpo e postura ideológica. Exploração de outras possibilidades expressivas. O que se quer ensinar? Exploração de meios para pôr em cena aquilo que se escolheu como primordial.
  • Teatro épico. Abordagens rumo a um teatro dialético: Mostrar e evidenciar a alienação e a liberdade de cada personagem. Busca do ponto de vista “historicizante”. Conscientização do que se faz para desnaturalizá-lo como inamovível e inquestionável. Não se trata de simplificar a caracterização, mas de desdobrar a contradição. Distanciamento. Sempre em primeira pessoa (eu-ator), sempre em terceira pessoa (o autor/o personagem/o outro).
  • Público: artistas interessados
  • Vagas: 15
  • Carga horária: 40 horas
  • Datas: de 2 a 13 de julho de 2018 – segunda a sexta, das 15h às 19h
  • Custo: gratuito
  • Local: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • Inscrições: encerradas
  • Resultados: contato direto com os selecionados e publicação no site (companhiadofeijao.com.br) e facebook da companhia até 29 de junho

A condutora

Laura Brauer é atriz, diretora e professora de interpretação. Formou-se em 2003 no Colégio Superior das Artes do Teatro e da Comunicação (CoSATyC – Argentina). Realizou cursos de clown com Daniel Casablanca e Hernán Gené. Cursou o seminário de “Comedia dell`arte” com Jorge Costa, Técnica Meisner com Yoska Lázaro e Iñaki Moreno. Formou-se em técnicas de “Teatro do Oprimido” com Augusto Boal (Brasil), Jana Sanskriti (India) e Till Baumann (Alemanha) , entre outros. Participou do curso da escola de teatro “Ernst Busch” (Berlim) com a atriz do Berliner Ensemble Carmen Maja Antoni e realizou o workshop de teatro documentário “Theatre and History. History Counts“, com Hans Werner Kroessiger, no Berliner Festspiele (Alemanha). Em 2005, torna-se bolsista da Secretaria de Cultura de la Nación para a investigação sobre técnicas do ator de BERTOLT BRECHT, em Berlim. Sobre a experiência, publica artigos na Revista “El Apuntador” e dá cursos para atores e não atores em Argentina e Brasil. Em 2007, é bolsista da Academia de Arte de Berlim e coordena o projeto “Actuarnos Otros” com base no Teatro do Oprimido. Com o grupo de mesmo nome, vem participando em festivais nacionais e internacionais. Sobre Teatro do Oprimido, deu cursos na Holanda, Portugal, Inglaterra, Brasil e Argentina. Em maio de 2010, recebe bolsa do Instituto Goethe para participar do “Forum Internacional”, em Berlim, no Berliner Festspiele. Em 2011, é convidada pela Secretaria de Cultura de Münster para realizar oficina para multiplicadores de Teatro do Oprimido, a qual desenvolve também em 2012, em Faro, Portugal. Como atriz, participa de diferentes peças em Buenos Aires, Berlim e Londres, entre elas, no grupo Des Armadero Teatro (prêmios de melhor peça e melhor atriz no Festival La Tigra – Chaco, com a peça “Objeto Mujer”). Em Berlim, atua no projeto TuSch, no teatro HAU 2, entre outros. Atua no Festival “CASA Latin American Theatre Festival”, em Londres, onde é artista associada. Em São Paulo realizou a peça “Potestad” junto a Celso Frateschi e com direção de Pedro Mantovani. Participou ainda da filmagem de “Opera dos Vivos”, com a Companhia do Latão, e do filme “Sem Raiz” de Renán Rovida. Respeito de trabalhos de Teatro do Oprimido, trabalhou em prisões, escolas, centros culturais e de bairros ao longo de oito anos. O Grupo que dirigiu trabalhou com a proposta fazendo apresentações na Argentina e participando de encontros internacionais. A respeito de trabalhos sobre B.Brecht participou da montagem de “Baal” em Berlim, na “Ernst Busch Schauspielschule” e em Buenos Aires de “Terror e Miséria do Terceiro Reich”; ”A exceção e a regra”; “Lux in Tenebris” e “Quanto custa o ferro?”. Atuou em “Santa Juana de los Mataderos” dirigida por Pedro Mantovani, adaptou e dirigiu “A compra do latão”, e adaptou e coordenou o projeto cénico da peça “A boa alma de Sezuan“. Organizou junto a seu grupo o I e II Encontro Internacional sobre “A POSSÍVEL ATUALIDADE DE BRECHT”, em 2012 e 2014 em Buenos Aires. Em São Paulo, é professora na Escola Livre de Teatro de Santo André e na UFABC e de cursos independentes sobre as propostas do Brecht e de Boal para atores e não atores.

Realização: Companhia do Feijão / Cooperativa Paulista de Teatro / Programa Municipal de Fomento ao Tetro para a Cidade de São Paulo / Prefeitura de São Paulo – Cultura

Este projeto foi contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Para outras informações escreva para feijao@companhiadofeijao.com.br .