NONADA – últimas apresentações no Feijão

Nonada - foto José Romero (22)_bxDentro do projeto em curso pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro – Pensar o impensável, querer o impossível –, a Companhia do Feijão traz à sua sede no segundo semestre uma mostra gratuita de dois espetáculos de seu repertório: Nonada e Pálido colosso.

A mostra, intitulada 15 + 1, em alusão ao 16º aniversário da companhia, tem, para além da intenção comemorativa, o objetivo de revisitar dois trabalhos anteriores que contribuem diretamente como alicerce para as questões desenvolvidas no projeto atual.

Além dos espetáculos, serão programados encontros, seminários e apresentações musicais durante as temporadas, a serem divulgados neste espaço.

NONADA – 9 de agosto a 15 de setembro de 2014 – nos dias 6, 7 e 8 de setembro não haverá espetáculo

Fora de um tempo ou lugar, Nonada conta como o dono de uma espécie de circo do mundo dos mortos manipula um personagem desmemoriado, levando-o a descobrir sua trágica origem – na época da escravidão. A revelação surge de um perverso jogo de gato e rato por uma labiríntica trajetória de encontros com personagens de várias outras épocas posteriores, mas que ainda trazem, marcados em seus comportamentos, as heranças, os vícios sociais de relação daquele período. Concebido a partir das “memórias” destes personagens inspirados em Machado de Assis, Mário de Andrade e Clarice Lispector, o espetáculo foi criado tendo como referência os processos de “modernização conservadora” e da “sociedade do favor” como geradores de uma possível identidade brasileira (onde os limites entre o eu e o outro se confundem gerando relações passionais e perversas).

Nonada estreou em 2006 a partir da pesquisa Um lugar chamado Brasil – sua história a partir das almas de suas personagens. Para a composição do espetáculo foram realizados estudos cênicos de obras e autores literários representativos de diferentes períodos históricos brasileiros a partir de dois princípios que tem norteado as criações da companhia: intersecção entre os estudos históricos sobre a formação de nossa sociedade – e seus indivíduos – e as obras literárias que os interpretam artisticamente; e o desenvolvimento de técnicas narrativas como base do trabalho criativo do ator.

Ficha técnica

  • Elenco: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Flávio Pires, Guto Togniazzolo, Pedro Pires e Vera Lamy
  • Direção e Dramaturgia: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Direção musical: Julio Maluf e Flávio Pires
  • Cenografia: Petronio Nascimento
  • Figurinos: Carol Badra
  • Iluminação: Eric Nowinski e Zernesto Pessoa
  • Música original: Flávio Pires, Julio Maluf, Pedro Pires, Vera Lamy e Walter Garcia
  • Produção executiva: Paulo Reis
  • Classificação etária: 12 anos
  • Duração: 65’
  • Temporada: 9 de agosto a 15 de setembro de 2014 – nos dias 6, 7 e 8 de setembro não haverá espetáculo – por motivo de força maior
  • Dias e horários: sábados, domingos e segundas às 20h
  • Ingressos: gratuitos – distribuição por ordem de chegada diretamente na bilheteria, aberta uma hora antes das apresentaçõe (19h)
  • Local: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – (11) 3259.9086

Trechos de críticas

“A Companhia do Feijão vem criando trabalhos que estão entre os mais importantes na cena paulistana dos últimos anos.” (Kil Abreu / Revista Bravo!)

“Do cordão umbilical à corda no pescoço, a talentosa Companhia do Feijão fabula a tragédia brasileira.” (Valmir Santos / Folha de S.Paulo)

“[A Companhia do Feijão] em poucos anos adquiriu prestígio e cativou espectadores. … [Nonada é] inovação melancólica, quase desesperada, da trivialidade do sofrimento.” (Mariangela Alves de Lima / O Estado de S.Paulo)

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