CABARÉ COLISEU – curtíssima temporada no Feijão

Realizamos no final de agosto e início de setembro 4 únicas apresentações de nosso mais recente espetáculo, Cabaré Coliseu.

O espetáculo se desenvolve em formato de cabaré.

Em sua primeira parte – intitulada Cabaré Imaginário – vemos números que trazem para a cena, na forma narrativa, discussões sobre questões humanas primordiais: as relações entre pessoas de uma mesma sociedade, entre grupos sociais menores e de uma pessoa consigo mesma.

E, na segunda – intitulada Cabaré Concreto –, os números se sucedem para contar a história da uma mulher-brasileira-pobre chamada Martinha. Inspirada na personagem central da crônica O punhal de Martinha, de Machado de Assis, e em Jenny dos Piratas, retratada na Ópera dos três vinténs por Bertolt Brecht, a Martinha de Cabaré Coliseu se vê envolvida num caso de assassinato de uma celebridade midiática artística, do qual é acusada. E a sequência dos números vai mostrar – em vários estilos teatrais – sua trajetória para tentar livrar-se da acusação e da manipulação midiático-jurídica do caso.

Neste percurso, esta mulher-trabalhadora-pobre tem seus princípios postos à prova ao ser confrontada com diversos modos de dominação morais, sociais e econômicos vigentes na sociedade brasileira contemporânea, na qual precisa sobreviver e da qual torna-se uma notícia, ou seja, um produto a ser explorado.

Um tema bastante apropriado para os dias de hoje!

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Eugenia Cecchini e Zernesto Pessoa
  • Cenário: Pedro Pires
  • Figurinos: Silvana Marcondes
  • Iluminação: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Sonoplastia: Pedro Semeghini
  • Fotos e vídeo: Alan Siqueira
  • Duração: 75’
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Quando: 24, 25 e 31 de agosto e 1º de setembro, sábados às 21h e domingos às 19h
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68
  • Ingressos: $ 30 / $ 15 / $ 10 (ingresso amigo)
  • Realização: Companhia do Feijão
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CABARÉ COLISEU na Jornada do Patrimônio

Na condição de grupo registrado como Patrimônio Imaterial de São Paulo, participamos no dia 17 de agosto da Jornada do Patrimônio – Memória Paulistana 2019 com uma apresentação especial de nosso mais recente espetáculo, Cabaré Coliseu. Ingressos para a metade da lotação (30 lugares) serão distribuídos gratuitamente com 1 hora de antecedência.

Sinopse

O espetáculo se desenvolve em formato de cabaré.

Em sua primeira parte – intitulada Cabaré Imaginário – vemos números que trazem para a cena, na forma narrativa, discussões sobre questões humanas primordiais: as relações entre pessoas de uma mesma sociedade, entre grupos sociais menores e de uma pessoa consigo mesma.

E, na segunda – intitulada Cabaré Concreto –, os números se sucedem para contar a história da uma mulher-brasileira-pobre chamada Martinha. Inspirada na personagem central da crônica O punhal de Martinha, de Machado de Assis, e em Jenny dos Piratas, retratada na Ópera dos três vinténs por Bertolt Brecht, a Martinha de Cabaré Coliseu se vê envolvida num caso de assassinato de uma celebridade midiática artística, do qual é acusada. E a sequência dos números vai mostrar – em vários estilos teatrais – sua trajetória para tentar livrar-se da acusação e da manipulação midiático-jurídica do caso.

Neste percurso, esta mulher-trabalhadora-pobre tem seus princípios postos à prova ao ser confrontada com diversos modos de dominação morais, sociais e econômicos vigentes na sociedade brasileira contemporânea, na qual precisa sobreviver e da qual torna-se uma notícia, ou seja, um produto a ser explorado.

Um tema bastante apropriado para os dias de hoje!

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Eugenia Cecchini e Zernesto Pessoa
  • Cenário: Pedro Pires
  • Figurinos: Silvana Marcondes
  • Iluminação: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Sonoplastia: Pedro Semeghini
  • Fotos e vídeo: Alan Siqueira
  • Duração: 75’
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Quando: 17 de agosto, sábado às 21h
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68
  • Ingressos: $ 40 / $ 20 / $ 10 (ingresso amigo) – 30 INGRESSOS GRATUITOS por ordem de chegada a partir das 20h

Informações completas sobre a Jornada do Patrimônio em www.jornadasp.com .

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DAtCHAU – Rumo à Estação GrandeAvenida no Engenho Teatral

Realizamos em agosto 2 únicas apresentações de nosso espetáculo DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida na Mostra Engenho Mostra um Pouco do Que Gosta, na sede do Engenho Teatral em São Paulo.

Sinopse: Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos. O sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

Motivo inspirador do título: o Campo de Dachau

Dachau foi o primeiro campo de concentração regular para prisioneiros políticos assentado pelo governo Nacional Socialista, isto é, nazista, em 1933, no sul da Alemanha.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois.

Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista. Com o passar do tempo, outros grupos também foram encarcerados em Dachau, entre eles ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e aqueles considerados “associais”, além de criminosos contumazes. Durante os primeiros anos relativamente poucos judeus estiveram presos ali, com exceção dos que pertenciam a uma das categorias mencionadas – realidade posteriormente invertida com o aumento da perseguição antissemita.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Autenticidade, Amor à Pátria.

O número de prisioneiros em Dachau, de 1933 a 1945, ultrapassou os 188 mil e provavelmente nunca se saberá ao certo o número total de suas vítimas fatais. Como em todos os campos de concentração nazistas, em seu portão de entrada um entalhe em letras de ferro afirmava: O TRABALHO LIBERTA.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Shlindwein, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • Operação de luz: Pedro Pires
  • Operação de vídeo: Pedro Semeghini
  • Fotos e Vídeo: Cacá Bernardes
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Duração: 70 minutos
  • Onde: Engenho Teatral – R. Monte Serrat 120 (ao lado do Metrô Carrão) – (11) 96888-7748
  • Ingressos: gratuitos
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MATO CHEIO no Feijão

Recebemos em agosto para 4 apresentações a o espetáculo Mato Cheio, com o grupo Carcaça de Poéticas Negras.

Livremente inspirado pelo mito popular dxs escravizadxs que fugiam pelas linhas férreas em direção ao mar, passando pela Casa da Ressaca – quilombo de passagem do começo do século XIX – até chegar aos quilombos da cidade de Santos, no litoral sul de São Paulo. Gasta-Botas, Salgada e Ninguém de Oliveira Neta dividem o mesmo corpo-imagético. Uma personagem vista de três perspectivas diferentes que caminha em busca de si e do lugar que ocupa. Elxs anseiam em chegar ao mar, numa tentativa de reformar o passado, tragar o presente e construir outra possibilidade de futuro. Mobilizados pela personagem Fogo, traduzido por Picita: mulher negra, não-ficcional, fato que a história pretende apagar. A dramaturgia propõe um olhar para o corpo negro em deslocamento pela cidade e o genocídio e etnocentrismo construído e propagado na época da escravatura até os dias de hoje. Ficção, mito e depoimentos pessoais compõem o tecido poético-performático-narrativo da obra.

  • Direção geral: Ivy Souza
  • Dramaturgia geral e Direção de movimento: Jhonny Salaberg
  • Dramaturgia documental: Isamara Castilho, Patrick Carvalho e Priscila Guedes
  • Elenco: Anderson Sales, Isamara Castilho, Patrick Carvalho e Priscila Guedes
  • Preparação corporal: Ana Beatriz Almeida
  • Provocadores de processo: Diogo Granato, Lenna Bahule, Patricia Gifford e Salloma Salomão
  • Cenografia e Figurino: Eliseu Weide
  • Criação de luz: Dida Genofre
  • Operação de luz: Dida Genofre e Vanessa Lemes
  • Trilha sonora: Anderson Sales e Jess Montenegro
  • Músicas: DKVPZ e Isabel Tavares
  • Artista gráfico: Murilo Thaveira
  • Foto: Filipe Ramos
  • Produção geral e realização: Carcaça de Poéticas Negras
  • Temporada: 3 a 11 de agosto, sábados às 21h e domingos às 19h
  • Ingressos: $ 30 (inteira) $ 15 (meia) e $ 10 (convite amigo)
  • Duração: 90 minutos
  • Classificação indicativa: 12 anos
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • Ao final de cada sessão, haverá a venda do livro “Mato Cheio” da Carcaça de Poéticas Negras.
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MANUELA – último dia no Feijão

Realizamos em julho 4 únicas apresentações de nosso espetáculo Manuela.

Manuela é uma história de amizade entre o escritor e sua máquina de escrever. É o nome dado por Mário de Andrade à sua máquina em homenagem ao escritor e amigo Manuel Bandeira. Em meio a reflexões de companheira, a narrativa se dá do ponto de vista da máquina, que conta quem foi esse brasileiro morador da rua Lopes Chaves através de sua poesia e correspondência intensas.

  • Concepção e dramaturgia: Vera Lamy
  • Direção musical e trilha original: Lincoln Antonio
  • Em cena: Vera Lamy e Lincoln Antonio
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurino: Anahí Asa
  • Luz: Zernesto Pessoa e Rafael Araújo
  • quando: 8 a 29 de julho, segundas às 21h
  • ingresso: $ 30 e $ 15 – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações
  • onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – acesso a cadeirantes
  • classificação etária indicativa: livre
  • realização: Companhia do Feijão
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LEDORES NO BREU no Feijão

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Abertura de vagas para ouvintes e praticantes para o II MÓDULO do Curso de Atuação e Montagem no Teatro de Bertolt Brecht – com Laura Brauer

Recebemos em nosso espaço em agosto e setembro o II MÓDULO do Curso de ATUAÇÃO e MONTAGEM no Teatro de Bertolt Brecht, conduzido pela atriz, diretora e professora de interpretação argentina Laura Brauer.

Módulo II: Simulacro de Montagem

Propõe-se a abordagem de uma peça de Bertolt Brecht para “fazer de conta” que a montaremos.

O objetivo é montar cenas estudadas de uma peça do dramaturgo alemão para entender os processos possíveis de montagem de um material que trabalha com a dialética em cena.

Público
Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I.

Datas
Total de oito encontros às terças das 10h às 14h – de 6 agosto a 24 de setembro

Inscrições com CV e carta de interesse pelo e-mail: cursobrecht@gmail.com

SOBRE O CURSO E TODOS OS SEUS MÓDULOS

Trata-se de um curso anual dividido em módulos. A divisão em módulos possibilita a participação tanto em um, como em dois ou nos três módulos, dependendo do interesse, das possibilidades e do grau de experiência com o tema. Podem participar do curso pessoas interessadas de qualquer área com ou sem experiência teatral.

MÓDULO I: Aproximação ao distanciamento

Propõe-se uma primeira abordagem teórica e prática em torno das propostas de Bertolt Brecht para o teatro. Essas propostas serão apresentadas num percurso histórico, para conhecê-las inseridas no seu contexto. Os exercícios serão feitos como tentativas de compreender a metodologia de trabalho do ator neste tipo de teatro.

O objetivo é gerar um espaço para a reflexão e ação conjunta a partir das propostas teatrais de teatro épico e teatro didático. O espaço pretende possibilitar aos participantes interações que coloquem ao ator como verdadeiro interlocutor do espectador. Para isso será fundamental se perguntar: Um teatro para quem? Para quê?

Atividades

Exercícios práticos atorais. Encenações que estimulam o pensamento crítico. Diálogo ator-personagem. Pensamento crítico em cena. Trabalho para evidenciar contradições. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico, audiovisual e fotográfico.

Conteúdo

Introdução. A dramaturgia dialética/ A cena dialética./ A atuação dialética./ A observação da realidade. O que é útil observar? / Enunciação da ação./ O sentido do texto.

Teatro didático ou teatro de aprendizagem: O que é?/ Como surge? Em que medida é útil hoje? / O que se quer ensinar?/ Exploração de meios e estratégias para conseguir dar leitura em cena daquilo que se escolhe.

Teatro épico. O que é?/ Como surge? Em que medida é útil hoje? / Abordagens rumo a um teatro dialético: Busca do ponto de vista “historicizante”./ Busca do ponto de vista da encenação./ Conscientização e desnaturalização das formas de representação habituais./ Análise da caracterização./ Como desdobrar a contradição./ Distanciamento: Estratégias e métodos possíveis para consegui-lo.

MODULO II: Simulacro de montagem

Propõe-se a abordagem de um ou dois textos dramatúrgicos de Bertolt Brecht para fazer de conta que o montaremos.

O objetivo é montar cenas avulsas de uma ou duas peças do dramaturgo alemão para entender os processos possíveis de montagem de um material que trabalha com a dialética em cena.

Atividades

Leitura do material. Análise crítica do material textual. Exercícios práticos atorais. Exercícios desde o ponto de vista do encenador propostos pelo Berliner Ensemble para abordar o material cênico. Montagem com texto decorado dos quadros e cenas da peça. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico e fotográfico.

Conteúdo

Passos para uma montagem segundo o Berliner Ensemble: Análise e compreensão dos mesmos para exercitar o caminho para uma encenação.

Montagem de quadros: Escolhas do universo a ser representado. Divisão dos quadros em relação ao texto.

Montagem de cenas: Escolhas em ação.

  • Público: Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I.
  • Datas: Oito encontros semanais de quatro horas – agosto e setembro

MODULO III: Montagem para apresentação pública

A partir do trabalho realizado no Módulo II se escolherá material textual e cênico para realizar uma apresentação pública que possibilite debates frutíferos tanto em torno dos conteúdos do material como em torno das formas de representação do mesmo.

O intuito é buscar o sentido do discurso para a sua realização, fazer do palco um reflexo que permita um olhar crítico e preparar cada cena para que daí advenha à análise e desta forma construir um teatro crítico que dialogue e não um que “diga”, que esteja à frente e não atrás de seu público.

Atividades

Trabalho de observação. Procura de referências. Escolhas. Trabalho de atuação em cena. Trabalho de montagem. Diálogo com os observadores.

Conteúdo

Montagem de cenas: Escolhas e estratégias para conseguir dar leitura ao sentido escolhido. Escolhas e estratégias para que a relação imagem-texto produza um sentido não dado por elas separadamente.

  • Público: Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I e II.
  • Datas: Oito encontros semanais de quatro horas – Datas a confirmar (OUTUBRO-NOVEMBRO)

INFORMAÇÕES PARA OS TRÊS MÓDULOS

  • Custo: 200 reais por mês. / Desconto para estudantes e bolsas. / Perguntar.
  • Local: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • Inscrições: Por e-mail com Currículo e carta de interesse no e-mail: CURSOBRECHT@GMAIL.COM

Sobre a condutora

Laura Brauer é uma atriz, diretora e professora de interpretação argentina. Especializou-se em Teatro Político. Estudou “Teatro do Oprimido” com Augusto Boal (Brasil) e Jana Sanskriti (Índia) e estudou Metodologia do trabalho do ator e do encenador brechtiano em Berlim entre 2006 e 2018.

Em Berlim participou de cursos de atuação e de direção da Escola de Teatro “Ernst Busch” e realizou experiências de teatro documentário no Berliner Festspiele. Foi bolsista da Secretaria de Cultura de la Nación Argentina, da Academia de Arte de Berlim, do Goethe Institut e do ITI (International Theataer Institut) para seus estudos e práticas de Brecht e Boal em Alemanha. Respeito de trabalhos de Teatro do Oprimido trabalhou em prisões, escolas, centros culturais e de bairros ao longo de oito anos na Holanda, Portugal, Inglaterra, Brasil e Argentina.

A respeito de trabalhos sobre B.Brecht participou da montagem de “Baal”,“Terror e Miséria do Terceiro Reich”; ”A exceção e a regra”; “Lux in Tenebris” e “Quanto custa o ferro?”. Atuou em “Santa Juana de los Mataderos”, adaptou e dirigiu “A compra do latão”, e adaptou e coordenou o projeto cênico da peça “A boa alma de Sezuan“. Organizou junto a seu grupo o I e II Encontro Internacional sobre “A possível atualidade de Brecht”, em 2012 e 2014 em Buenos Aires.

Em São Paulo, é professora na Escola Livre de Teatro de Santo André e de cursos independentes sobre as propostas do Brecht e de Boal para atores e não atores. Como atriz, participa de diferentes peças em Buenos Aires, Berlim e Londres. Em São Paulo realizou a peça “Potestad”, da filmagem de “Ópera dos Vivos”, com a Companhia do Latão, e do filme “Sem Raiz” de Renán Rovida entre outros.

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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida em Pindamonhangaba

Finalizamos em julho em Pindamonhangaba a série de visitas a municípios paulistas com nosso espetáculo DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida, em projeto de circulação contemplado pelo PROAC 2018 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

APRESENTAÇÃO GRATUITA

  • Pindamonhangaba: 6 de julho, sábado, 20h – Espaço Cultural Teatro Galpão – R. Luíza Marcondes de Oliveira 2750 – Parque das Nações – Pindamonhangaba/SP

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos. O sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

Motivo inspirador do título: o Campo de Dachau

Dachau foi o primeiro campo de concentração regular para prisioneiros políticos assentado pelo governo Nacional Socialista, isto é, nazista, em 1933, no sul da Alemanha.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois.

Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista. Com o passar do tempo, outros grupos também foram encarcerados em Dachau, entre eles ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e aqueles considerados “associais”, além de criminosos contumazes. Durante os primeiros anos relativamente poucos judeus estiveram presos ali, com exceção dos que pertenciam a uma das categorias mencionadas – realidade posteriormente invertida com o aumento da perseguição antissemita.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Autenticidade, Amor à Pátria.

O número de prisioneiros em Dachau, de 1933 a 1945, ultrapassou os 188 mil e provavelmente nunca se saberá ao certo o número total de suas vítimas fatais. Como em todos os campos de concentração nazistas, em seu portão de entrada um entalhe em letras de ferro afirmava: O TRABALHO LIBERTA.

Ficha Técnica

  • Espetáculo: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida
  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • Operação de luz: Pedro Pires
  • Operação de vídeo: Pedro Semeghini
  • Fotos e Vídeo: Cacá Bernardes
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Duração: 70 minutos

Apoio: Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba

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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida no Encontro Paulista de Teatro de Grupo – Refinaria Teatral

Participamos no dia 30 de junho do Encontro Paulista de Teatro de Grupo promovido pelo Refinaria Teatral.

A partir do dia 29 de Junho, aos sábados às 20h e domingos às 18h, a Zona Norte da cidade receberá 10 diferentes espetáculos de 10 grupos paulistanos de teatro. Participam dessa primeira edição da mostra os grupos Teatro Documentário, Cia. do Feijão, Cia. Antropofágica, grupo Redimunho, República Ativa, grupo Folias, Cia. Sabre de Luz, a Próxima Cia., Cia. Teatro da Investigação e Cia. Páideia.

Os ingressos são oferecidos no sistema “pague quanto puder”, como forma de incentivar e democratizar o acesso aos trabalhos.

Reserve seu ingresso pelo e-mail refinariateatral@gmail.com

Local: Rua João de Laet 1507 – Vila Aurora-ZN – SP (sede do grupo Refinaria Teatral)

Mais informações sobre o grupo Refinaria Teatral no site www.refinariateatral.com.br

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Pagu, anjo incorruptível no Feijão

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