rascunho para CABARÉ COLISEU – temporada prorrogada no Feijão

Prolongamos em abril em nosso espaço a temporada do espetáculo resultante de nossa mais recente pesquisa teatral: rascunho para Cabaré Coliseu.

Sinopse

rascunho para Cabaré Coliseu desenvolve-se a partir de uma estrutura cabarelística em três planos. O dos narradores-atores – que se perguntam o que estariam fazendo ali. O dos Mestres de Cerimônia, que trabalham junto ao espectador um cabaré imaginário. Ou seja, sugerem através da narrativa imagens e situações do que estaria acontecendo ali naquele palco vazio, e dali surgem figuras de pensadores que conversam sobre conceitos que estruturariam o pensamento de seu tempo sobre o “homem e a sociedade”. E finalmente, num terceiro plano, os mesmos Mestres de Cerimônia, além desta função primordial, desenvolvem situações e histórias como números cabarelísticos. E se revezam como narradores-personagens. Neste terceiro plano trabalha-se sobre a figuras de pessoas comuns – figuras femininas – acossadas em vários momentos históricos pela cultura hegemônica na luta de classes. Pela dominação Masculina/Capitalista.

Pesquisa

Resultado da última pesquisa teatral da Companhia do Feijão, rascunho para Cabaré Coliseu traz em sua dramaturgia e encenação algumas histórias e conceitos. Histórias e Conceitos que, igualados em suas funções fabulares teatrais, seguem uma mesma linha, ou seja, que buscam um sentido da encenação para a recepção – buscam a comunicação ativa com um espectador ativo. Um sentido não final, fechado, mas um sentido em leituras presentes do que fomos e do que pretendemos SER. Significados presentes para as experiências de vida pelas quais passamos. Que pretendem fazer DIALOGAR (no sentido utópico) o EU com o EUS e os EUS com os NÓS HISTÓRICOS.

Uma recolocação do gênero épico/narrativo para os dias atuais. Um “continuar a pensar” sobre as estruturas e conteúdos teatrais que mirem no “Futuro da Realidade”. Uma (…) Realidade menos morta (…) – para citar o poeta da canção.

Assim, a forma CABARÉ calcada em Números, situações, se reapresenta para a Companhia do Feijão como um caminho para o desenvolvimento de uma estrutura narrativa geral que sintetiza acontecimentos que independem da forma dramática. Uma independência da unidade dramática Aristotélica – ainda hegemônica no imaginário da maioria dos espectadores teatrais.

A estrutura Cabaré/fabular (tanto das histórias quanto dos conceitos – tratados como histórias) ressurge e pretende estimular o espectador para que ele “trabalhe” com o espetáculo que lhe é apresentado. Permite que ele jogue, brinque com os conteúdos e com as formas (que lhes são apresentados) sem esquecer do primeiro princípio teatral: a Diversão.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Fernanda Haucke e Zernesto Pessoa
  • Cenário: Pedro Pires
  • Figurinos: Silvana Marcondes
  • Iluminação: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Sonoplastia: Pedro Semeghini
  • Fotos e vídeo: Alan Siqueira
  • Colaboração artística: Vera Lamy
  • Assistência de Figurinos: Isa Santos
  • Assistência de Vídeo: Débora Xavier
  • Estagiária: Aurora Bolaffi Pires
  • Realização: Companhia do Feijão
  • Temporada: 6 a 28 de abril, sábados e domingos às 20h
  • Duração: 75 minutos
  • Classificação etária indicativa: 10 anos
  • Ingressos: pague quanto puder – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações – sem possibilidade de reserva
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
  • Capacidade: 40 lugares
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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida em cidades do interior paulista

Iniciamos em 29 março uma série de visitas a 8 municípios paulistas com nosso espetáculo DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida, contemplado pelo PROAC 2018 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. As 4 primeiras apresentações acontecerão nos municípios de Mococa, São Simão, Itirapina e Mogi Mirim.

APRESENTAÇÕES GRATUITAS

  • Mococa: 29 de março, sexta-feira, 21h / Teatro Municipal de Mococa – Praça Marechal Deodoro 82
  • São Simão: 30 de março, sábado, 21h / Teatro Carlos Gomes – Rua Rodolfo Miranda 277
  • Itirapina: 31 de março, domingo, 20h / Anfiteatro Municipal Monsenhor José Maria Fructuoso Braga – Rua 5, 195
  • Mogi Mirim: 5 de abril, sexta-feira, 21h / Teatro do Centro Cultural Professor Lauro Monteiro de Carvalho e Silva – Av. Santo Antonio 430

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos. O sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

Pesquisa

Este espetáculo trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir!

Discutir os tempos turvos de hoje através de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de reflexão sensível (cérebros e corações pulsando juntos) é nossa tarefa. E com ele acreditamos contribuir para a compreensão deste nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

Para a sua concepção partimos de quatro materiais de estudo:

  • As manifestações que tomaram as ruas das cidades brasileiras a partir de 2013;
  • As nossas experiências/memórias de vida, especificamente no que tange às lembranças/participação nos movimentos de massa que foram para as ruas a partir das Diretas Já;
  • Os romances de Chico Buarque;
  • As obras de Primo Levi.

Nos estudos (práticos e teóricos) sobre os romances de Chico Buarque encontramos dois materiais de interesse. Um que traz narrativas sobre o Brasil histórico – histórias de personagens brasileiros que remontam ao século XIX e chegam até os anos 90 do século passado. E, o mais relevante, uma sequência de narradores que contam aquelas histórias (mais antigas ou mais novas) a partir do período pós-redemocratização (um momento de esperança no progresso social onde as forças reacionárias se encolheram – por exaustão e não por extinção). Porém encontramos uma contradição fundamental para tentarmos nos entender hoje, que gerou a seguinte pergunta: como é que narradores (os narradores de Chico) num momento histórico de tantas esperanças eram todos – sem exceção – tão desconjuntados e infelizes? Encontramos então, nesses narradores desconjuntados, erráticos e “fracassados” a semente de um narrador de hoje – que tenta contar uma história relevante para os nossos dias. Um narrador da classe média, pela metade, que não sabe o final da história que está contando. Que é objeto e não sujeito de sua própria história. Como estratégia dramatúrgica, esse narrador foi colocado dentro de seu próprio sonho: indignado com o estado das coisas e levado pelo sonho a uma manifestação.

Ao redor deste “núcleo narrativo”, do narrador pela metade, construímos outro, que são os “reais narradores” do narrador, que contam a história daquele que tenta sintetizar seu tempo e a fazem transitar do campo narrativo-dramático (ou lírico) para o Épico.

Este outro núcleo é formado por figuras que se assumem como seres de ficção, ou seja, que não pertencem ao mundo real – o nosso de hoje. E que portanto podem ter o distanciamento necessário para encaminhar uma possível história para este tempo, encaminhando o final da fábula inspirados pelos testemunhos de Primo Levi – judeu italiano que sobreviveu a um campo de concentração nazista onde se lia na porta de entrada: O TRABALHO LIBERTA.

Motivo inspirador do título: o Campo de Dachau

Dachau foi o primeiro campo de concentração regular para prisioneiros políticos assentado pelo governo Nacional Socialista, isto é, nazista, em 1933, no sul da Alemanha.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois.

Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista. Com o passar do tempo, outros grupos também foram encarcerados em Dachau, entre eles ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e aqueles considerados “associais”, além de criminosos contumazes. Durante os primeiros anos relativamente poucos judeus estiveram presos ali, com exceção dos que pertenciam a uma das categorias mencionadas – realidade posteriormente invertida com o aumento da perseguição antissemita.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Autenticidade, Amor à Pátria.

O número de prisioneiros em Dachau, de 1933 a 1945, ultrapassou os 188 mil e provavelmente nunca se saberá ao certo o número total de suas vítimas fatais.

Ficha Técnica

  • Espetáculo: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida
  • Direção e Dramaturgia: Pedro Pires
  • Em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • Operação de luz: Pedro Pires
  • Operação de vídeo: Eduardo Schlindwein
  • Fotos e Vídeo: Cacá Bernardes
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Duração: 70 minutos
  • Apoios: Prefeituras Municipais de Mococa, São Simão, Itirapina e Mogi Mirim
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rascunho para CABARÉ COLISEU no Feijão

Realizamos em março em nosso espaço 3 apresentações do resultado cênico de nossa mais recente pesquisa teatral: rascunho para Cabaré Coliseu.

rascunho para CABARÉ COLISEU

Sinopse

rascunho para Cabaré Coliseu desenvolve-se a partir de uma estrutura cabarelística em três planos. O dos narradores-atores – que se perguntam o que estariam fazendo ali. O dos Mestres de Cerimônia, que trabalham junto ao espectador um cabaré imaginário. Ou seja, sugerem através da narrativa imagens e situações do que estaria acontecendo ali naquele palco vazio, e dali surgem figuras de pensadores que conversam sobre conceitos que estruturariam o pensamento de seu tempo sobre o “homem e a sociedade”. E finalmente, num terceiro plano, os mesmos Mestres de Cerimônia, além desta função primordial, desenvolvem situações e histórias como números cabarelísticos. E se revezam como narradores-personagens. Neste terceiro plano trabalha-se sobre a figuras de pessoas comuns – figuras femininas – acossadas em vários momentos históricos pela cultura hegemônica na luta de classes. Pela dominação Masculina/Capitalista.

Pesquisa

Resultado da última pesquisa teatral da Companhia do Feijão, rascunho para Cabaré Coliseu traz em sua dramaturgia e encenação algumas histórias e conceitos. Histórias e Conceitos que, igualados em suas funções fabulares teatrais, seguem uma mesma linha, ou seja, que buscam um sentido da encenação para a recepção – buscam a comunicação ativa com um espectador ativo. Um sentido não final, fechado, mas um sentido em leituras presentes do que fomos e do que pretendemos SER. Significados presentes para as experiências de vida pelas quais passamos. Que pretendem fazer DIALOGAR (no sentido utópico) o EU com o EUS e os EUS com os NÓS HISTÓRICOS.

Uma recolocação do gênero épico/narrativo para os dias atuais. Um “continuar a pensar” sobre as estruturas e conteúdos teatrais que mirem no “Futuro da Realidade”. Uma (…) Realidade menos morta (…) – para citar o poeta da canção.

Assim, a forma CABARÉ calcada em Números, situações, se reapresenta para a Companhia do Feijão como um caminho para o desenvolvimento de uma estrutura narrativa geral que sintetiza acontecimentos que independem da forma dramática. Uma independência da unidade dramática Aristotélica – ainda hegemônica no imaginário da maioria dos espectadores teatrais.

A estrutura Cabaré/fabular (tanto das histórias quanto dos conceitos – tratados como histórias) ressurge e pretende estimular o espectador para que ele “trabalhe” com o espetáculo que lhe é apresentado. Permite que ele jogue, brinque com os conteúdos e com as formas (que lhes são apresentados) sem esquecer do primeiro princípio teatral: a Diversão.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Fernanda Haucke e Zernesto Pessoa
  • Cenário: Pedro Pires
  • Figurinos: Silvana Marcondes
  • Iluminação: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Sonoplastia: Pedro Semeghini
  • Fotos e vídeo: Alan Siqueira
  • Colaboração artística: Vera Lamy
  • Assistência de Figurinos: Isa Santos
  • Assistência de Vídeo: Débora Xavier
  • Estagiária: Aurora Bolaffi Pires
  • Realização: Companhia do Feijão
  • Apresentações: 13, 20 e 27 de março, quartas-feiras às 21h
  • Duração: 75 minutos
  • Classificação etária indicativa: 10 anos
  • Ingressos: pague quanto puder – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações – sem possibilidade de reserva
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
  • Capacidade: 40 lugares
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curso sobre ATUAÇÃO e MONTAGEM no Teatro de Bertolt Brecht – com Laura Brauer

Recebemos em nosso espaço a partir de abril o Curso sobre ATUAÇÃO e MONTAGEM no Teatro de Bertolt Brecht, conduzido pela atriz, diretora e professora de interpretação argentina Laura Brauer.

SOBRE O CURSO

Trata-se de um curso anual dividido em módulos. A divisão em módulos possibilita a participação tanto em um, como em dois ou nos três módulos, dependendo do interesse, das possibilidades e do grau de experiência com o tema.

Podem participar do curso pessoas interessadas de qualquer área com ou sem experiência teatral.

MÓDULO I: Aproximação ao distanciamento

Propõe-se uma primeira abordagem teórica e prática em torno das propostas de Bertolt Brecht para o teatro. Essas propostas serão apresentadas num percurso histórico, para conhecê-las inseridas no seu contexto. Os exercícios serão feitos como tentativas de compreender a metodologia de trabalho do ator neste tipo de teatro.

O objetivo é gerar um espaço para a reflexão e ação conjunta a partir das propostas teatrais de teatro épico e teatro didático. O espaço pretende possibilitar aos participantes interações que coloquem ao ator como verdadeiro interlocutor do espectador. Para isso será fundamental se perguntar: Um teatro para quem? Para quê?

Atividades

Exercícios práticos atorais. Encenações que estimulam o pensamento crítico. Diálogo ator-personagem. Pensamento crítico em cena. Trabalho para evidenciar contradições. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico, audiovisual e fotográfico.

Conteúdo

Introdução. A dramaturgia dialética/ A cena dialética./ A atuação dialética./ A observação da realidade. O que é útil observar? / Enunciação da ação./ O sentido do texto.

Teatro didático ou teatro de aprendizagem: O que é?/ Como surge? Em que medida é útil hoje? / O que se quer ensinar?/ Exploração de meios e estratégias para conseguir dar leitura em cena daquilo que se escolhe.

Teatro épico. O que é?/ Como surge? Em que medida é útil hoje? / Abordagens rumo a um teatro dialético: Busca do ponto de vista “historicizante”./ Busca do ponto de vista da encenação./ Conscientização e desnaturalização das formas de representação habituais./ Análise da caracterização./ Como desdobrar a contradição./ Distanciamento: Estratégias e métodos possíveis para consegui-lo.

  • Público: Pessoas interessadas.
  • Datas: 3 de abril – 19 de junho / quartas, das 14h às 18h. (12 encontros)

MODULO II: Simulacro de montagem

Propõe-se a abordagem de um ou dois textos dramatúrgicos de Bertolt Brecht para fazer de conta que o montaremos.

O objetivo é montar cenas avulsas de uma ou duas peças do dramaturgo alemão para entender os processos possíveis de montagem de um material que trabalha com a dialética em cena.

Atividades

Leitura do material. Análise crítica do material textual. Exercícios práticos atorais. Exercícios desde o ponto de vista do encenador propostos pelo Berliner Ensemble para abordar o material cênico. Montagem com texto decorado dos quadros e cenas da peça. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico e fotográfico.

Conteúdo

Passos para uma montagem segundo o Berliner Ensemble: Análise e compreensão dos mesmos para exercitar o caminho para uma encenação.

Montagem de quadros: Escolhas do universo a ser representado. Divisão dos quadros em relação ao texto.

Montagem de cenas: Escolhas em ação.

  • Público: Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I.
  • Datas: Oito encontros semanais de quatro horas – Datas a confirmar (AGOSTO-SETEMBRO)

MODULO III: Montagem para apresentação pública

A partir do trabalho realizado no Módulo II se escolherá material textual e cênico para realizar uma apresentação pública que possibilite debates frutíferos tanto em torno dos conteúdos do material como em torno das formas de representação do mesmo.

O intuito é buscar o sentido do discurso para a sua realização, fazer do palco um reflexo que permita um olhar crítico e preparar cada cena para que daí advenha à análise e desta forma construir um teatro crítico que dialogue e não um que “diga”, que esteja à frente e não atrás de seu público.

Atividades

Trabalho de observação. Procura de referências. Escolhas. Trabalho de atuação em cena. Trabalho de montagem. Diálogo com os observadores.

Conteúdo

Montagem de cenas: Escolhas e estratégias para conseguir dar leitura ao sentido escolhido. Escolhas e estratégias para que a relação imagem-texto produza um sentido não dado por elas separadamente.

  • Público: Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I e II.
  • Datas: Oito encontros semanais de quatro horas – Datas a confirmar (OUTUBRO-NOVEMBRO)

INFORMAÇÕES PARA OS TRÊS MÓDULOS

  • Custo: 200 reais por mês. / Desconto para estudantes e bolsas. / Perguntar.
  • Local: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • Inscrições: Por e-mail com Currículo e carta de interesse no e-mail: CURSOBRECHT@GMAIL.COM

Sobre a condutora

Laura Brauer é uma atriz, diretora e professora de interpretação argentina. Especializou-se em Teatro Político. Estudou “Teatro do Oprimido” com Augusto Boal (Brasil) e Jana Sanskriti (Índia) e estudou Metodologia do trabalho do ator e do encenador brechtiano em Berlim entre 2006 e 2018.

Em Berlim participou de cursos de atuação e de direção da Escola de Teatro “Ernst Busch” e realizou experiências de teatro documentário no Berliner Festspiele. Foi bolsista da Secretaria de Cultura de la Nación Argentina, da Academia de Arte de Berlim, do Goethe Institut e do ITI (International Theataer Institut) para seus estudos e práticas de Brecht e Boal em Alemanha. Respeito de trabalhos de Teatro do Oprimido trabalhou em prisões, escolas, centros culturais e de bairros ao longo de oito anos na Holanda, Portugal, Inglaterra, Brasil e Argentina.

A respeito de trabalhos sobre B.Brecht participou da montagem de “Baal”,“Terror e Miséria do Terceiro Reich”; ”A exceção e a regra”; “Lux in Tenebris” e “Quanto custa o ferro?”. Atuou em “Santa Juana de los Mataderos”, adaptou e dirigiu “A compra do latão”, e adaptou e coordenou o projeto cênico da peça “A boa alma de Sezuan“. Organizou junto a seu grupo o I e II Encontro Internacional sobre “A possível atualidade de Brecht”, em 2012 e 2014 em Buenos Aires.

Em São Paulo, é professora na Escola Livre de Teatro de Santo André e de cursos independentes sobre as propostas do Brecht e de Boal para atores e não atores. Como atriz, participa de diferentes peças em Buenos Aires, Berlim e Londres. Em São Paulo realizou a peça “Potestad”, da filmagem de “Ópera dos Vivos”, com a Companhia do Latão, e do filme “Sem Raiz” de Renán Rovida entre outros.

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EM ALGUMA MARGEM, NO RIO no Feijão

Recebemos em março em nosso espaço, em curta temporada, o espetáculo Em alguma margem, no rio, parceria entre o ator Paulo Barcellos, a dramaturga e atriz Viviane Dias e o diretor e ator Jairo Mattos.

Sinopse

Em alguma margem, no rio é livremente inspirado na obra de Guimarães Rosa. Um homem está em uma canoa, descendo o rio, mas sua embarcação se prende a um tronco. Já delirando com o forte sol do sertão, o herói vê esse tronco transformar-se em uma espécie de esfinge que impõe suas condições: que ele conte sua história para que possa continuar a viagem. No processo, revive o amor de Juçara, o ódio por Jacinto, sua traição, a perda do filho, o retorno ao seu lugar de origem, a descoberta do “velho”, uma fonte de sabedoria impessoal dentro de si que nunca imaginou possuir.

Ficha Técnica

  • Texto de Viviane Dias
  • Direção de Jairo Mattos
  • Com Paulo Barcellos
  • Pesquisa de som de Aline Meyer
  • Luz, figurino e cenário de Jairo Mattos
  • Cenografia de Jorge Jacques
  • Operação de luz e som de Djalma Das
  • Temporada: 9 a 31 de março, sábados às 21h e domingos às 20h
  • Ingressos: contribuição consciente – no local com 1 hora de antecedência
  • Duração: 50 minutos
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
  • Contato produção: 19 99951 4483 / Paulo Barcellos
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rascunho para CABARÉ COLISEU no Feijão

Apresentamos em janeiro e fevereiro em nosso espaço o resultado cênico de nossa última pesquisa teatral: Cabaré Coliseu. O espetáculo é apresentado a título de “rascunho”, com acabamento realizado exclusivamente a partir da reutilização e transformação de materiais preexistentes no acervo do grupo. As apresentações, gratuitas, acontecem de 19 de janeiro a 12 de fevereiro de 2019.

RASCUNHO PARA O CABARÉ COLISEU

Sinopse

Rascunho para Cabaré Coliseu desenvolve-se a partir de uma estrutura cabarelística em três planos. O dos narradores-atores – que se perguntam o que estariam fazendo ali. O dos Mestres de Cerimônia, que trabalham junto ao espectador um cabaré imaginário. Ou seja, sugerem através da narrativa imagens e situações do que estaria acontecendo ali naquele palco vazio, e dali surgem figuras de pensadores que conversam sobre conceitos que estruturariam o pensamento de seu tempo sobre o “homem e a sociedade”. E finalmente, num terceiro plano, os mesmos Mestres de Cerimônia, além desta função primordial, desenvolvem situações e histórias como números cabarelísticos. E se revezam como narradores-personagens. Neste terceiro plano trabalha-se sobre a figuras de pessoas comuns – figuras femininas – acossadas em vários momentos históricos pela cultura hegemônica na luta de classes. Pela dominação Masculina/Capitalista.

Pesquisa

Resultado da última pesquisa teatral da Companhia do Feijão, Cabaré Coliseu traz em sua dramaturgia e encenação algumas histórias e conceitos. Histórias e Conceitos que, igualados em suas funções fabulares teatrais, seguem uma mesma linha, ou seja, que buscam um sentido da encenação para a recepção – buscam a comunicação ativa com um espectador ativo. Um sentido não final, fechado, mas um sentido em leituras presentes do que fomos e do que pretendemos SER. Significados presentes para as experiências de vida pelas quais passamos. Que pretendem fazer DIALOGAR (no sentido utópico) o EU com o EUS e os EUS com os NÓS HISTÓRICOS.

Uma recolocação do gênero épico/narrativo para os dias atuais. Um “continuar a pensar” sobre as estruturas e conteúdos teatrais que mirem no “Futuro da Realidade”. Uma (…) Realidade menos morta (…) – para citar o poeta da canção.

Assim, a forma CABARÉ calcada em Números, situações, se reapresenta para a Companhia do Feijão como um caminho para o desenvolvimento de uma estrutura narrativa geral que sintetiza acontecimentos que independem da forma dramática. Uma independência da unidade dramática Aristotélica – ainda hegemônica no imaginário da maioria dos espectadores teatrais.

A estrutura Cabaré/fabular (tanto das histórias quanto dos conceitos – tratados como histórias) ressurge e pretende estimular o espectador para que ele “trabalhe” com o espetáculo que lhe é apresentado. Permite que ele jogue, brinque com os conteúdos e com as formas (que lhes são apresentados) sem esquecer do primeiro princípio teatral: a Diversão.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Fernanda Haucke e Zernesto Pessoa
  • Cenário: Pedro Pires
  • Figurinos: Silvana Marcondes
  • Iluminação: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Sonoplastia: Pedro Semeghini
  • Assistência de Figurinos: Isa Santos
  • Estagiária: Aurora Bolaffi Pires

Apresentações

  • Abertura: 19 de janeiro, sábado às 21h
  • Temporada: até 12 de fevereiro; aos sábados às 19 e 21h (exceto abertura), domingos às 19h e segundas e terças às 21h
  • Sessão extra: 25 de janeiro, sexta às 21h
  • Classificação etária indicativa: livre
  • Ingressos: gratuitos – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações – sem possibilidade de reserva
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
  • Capacidade: 50 lugares

Realização: Companhia do Feijão / Cooperativa Paulista de Teatro / Programa Municipal de Fomento ao Tetro para a Cidade de São Paulo / Prefeitura de São Paulo – Cultura

Este projeto foi contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

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REIS DE FUMAÇA no Sesc Parque Dom Pedro II

Apresentamos em janeiro no Sesc Parque Dom Pedro II nosso espetáculo Reis de Fumaça, que comemora 15 anos em 2019.

Reis de Fumaça reúne textos, músicas, danças e depoimentos ligados à cultura popular, desenvolvendo-se sobre dois movimentos: o íntimo, com contatos individuais entre atores e público, e o espetacular, com recriações livres dessas manifestações.

O espetáculo é composto de fragmentos: de danças dramáticas populares, de depoimentos de personalidades ligadas a estas manifestações, de documentos históricos relacionados à escravidão no Brasil, de poesias e músicas populares de diversas origens e de recriações de experiências pessoais do elenco. Busca propiciar aos atores da companhia e aos espectadores uma experiência diferente e profunda em relação ao fazer teatral convencional.

Os atores chegam a um espaço público – uma praça -, onde vão desenvolver dois movimentos: o espetacular, com as manifestações de rua, e o íntimo, composto por depoimentos. O espetáculo contrapõe as grandes estruturas de danças dramáticas a experiências e testemunhos diretos reunidos durante o processo de criação. Ao estardalhaço que chama a atenção de longe, contrapõe momentos onde pequenas histórias são simultaneamente compartilhadas com grupos menores de espectadores. No mesmo lugar, único e ao mesmo tempo infinito: a praça, espaço público por excelência.

  • Em cena: Fagundes Emanuel, Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Pedro Pires, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção e Dramaturgia: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Renata Amaral e Julio Maluf
  • Figurinos: Luiz Augusto dos Santos e Guto Togniazzolo
  • Quando: 13 de janeiro, domingo, 16h
  • Ingresso: gratuito
  • Local: Praça Lúdica do Sesc Parque Dom Pedro II – Praça São Vito s/n – Brás
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KLEMENTE TSAMBA retorna ao Feijão

Voltamos a receber em nossa sede no dia 29 de novembro uma única apresentação do espetáculo Nos tempos de Gungunhana, com criação e interpretação do moçambicano Klemente Tsamba.

O espetáculo é baseado na tradição oral dos contadores de histórias africanos, onde um único elemento se desdobra em vários personagens para, com a cumplicidade do público, retratar alguns episódios mágicos paralelos à vida do célebre rei tribal moçambicano Gungunhana.

O texto da peça é em parte uma recolha dos relatos de “Ualalapi”, obra premiada do escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa. Um conjunto de histórias dentro de uma história, uma obra que parte de um tempo histórico e de uma cultura particular para depois seguir numa viagem universalista e sem fronteiras.

Sinopse

Era uma vez um guerreiro da tribo tsonga chamado Umbangananamani, que fora em tempos casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos. Mas tentaram muito. Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, mas que muito rapidamente se vai transformar numa sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do rei Gungunhana, onde a crueldade e as mortes por vezes se misturam com o humor, em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos ritmos tradicionais de Moçambique. No entanto, este karingana, não tem nada a ver com Gungunhana! Voltemos então à história: Karingana wa Karingana!

  • Criação/Interpretação: Klemente Tsamba
  • Textos originais: Ungulani Ba Ka Khosa
  • Apoio/Assistência criativa: Filipa Figueiredo, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis
  • Adereços e figurinos: KlementeTsamba
  • Fotografia: Margareth Leite
  • Duração: 60 min
  • Recomendação etária: 16 anos.
  • Apresentações: 29 de novembro, quinta, às 21h
  • Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
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COLETIVO PARÊNTESIS no Feijão

Recebemos em novembro e dezembro o Coletivo Parêntesis de Teatro com seu espetáculo O chá mais idiota de que já participei em toda a minha vida.

A ideia é muito simples. Assim que você entra no teatro, escolhe sentar em algum dos quatro cantos da plateia. Cada canto é um dos times do jogo: o Vermelho, o Verde, o Azul e o Amarelo. Ao longo da peça, os times torcem para os seus quatro atores-competidores, que travam disputas entre si para ganhar pontos. Todas as disputas que valem pontos são reais. No fim, o time vencedor ganha o direito de assistir à cena final do espetáculo!

O espetáculo fala sobre competição, sobre uma corrida que desumaniza, sobre um sistema em que todos são livres mas só alguns podem vencer. Pela dor e exaustão, os atores-competidores performam o discurso da meritocracia, a negação do corpo, a violência e a solidão, tudo em favor do único caminho à vista: a vitória.

  • Direção e Dramaturgia: Pedro Tancini
  • Elenco: Caio Caldas, Daniel Castro, Marina Soares, Pedro Tancini e Zeus Achetti
  • Figurino: Higor Ferrite, Isabela Godoy, Pedro Tancini e Vanderleia Alves
  • Material gráfico: Victor Paula
  • Fotografia: Brendo Trolesi
  • Audiovisual: Anderson Lima, Leonard Almeida e Pedro Tancini
  • Recomendação etária: acima de 14 anos
  • Duração: 100 minutos
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FEIJÃO nas Satyrianas

Teremos em nossa sede em outubro dois espetáculos e um show dentro da programação das Satyrianas 2018: Manuela, Hotel de passagens e Roda de samba com Victória.

Manuela – 12 de outubro, sexta, 20h

Manuela é uma história de amizade entre o escritor e sua máquina de escrever. É o nome dado por Mário de Andrade à sua máquina em homenagem ao amigo Manuel Bandeira. Em meio a reflexões de companheira, a narrativa se dá do ponto de vista da máquina, que revela quem foi esse artista e pensador brasileiro através de sua poesia e correspondência intensas.

  • Concepção e dramaturgia: Vera Lamy
  • Direção musical e trilha original: Lincoln Antonio
  • Em cena: Lincoln Antonio e Vera Lamy
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurino: Anahí Asa
  • Luz: Zernesto Pessoa e Rafael Araújo

Hotel de passagens – 13 de outubro, sábado, 20h

Hotel de passagens explora conflitos dos trabalhadores contemporâneos. Por um quarto de hotel de negócios passam personagens que vivem dilemas do mundo do trabalho. Entre suas quatro paredes afloram escolhas profissionais e conflitos entre expectativa e realidade desses trabalhadores modernos, ora representantes do proletariado, ora da classe média, mas todos na tentativa de equacionar o mal-estar entre anseios pessoais, necessidade de sobrevivência e o curso histórico do ideário hegemônico que guia seus impulsos para um beco sem saída.

  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Leonardo Scali e Luisa Gouvêa
  • Texto: Eduardo Schlindwein, Leonardo Scali e Pedro Pires
  • Roteiro e Direção: Pedro Pires
  • Criação Musical: Luisa Gouvêa

Roda de samba com Victória – 14 de outubro, domingo, 18h

A musicista Victória reúne canções que a acompanham em sua trajetória artística num espetáculo musical/álbum. Composições da própria artista, de compositores cabo-frienses e capixabas, além de convidados de extrema importância para o cenário da música brasileira. Inspirados no repertório plural de gêneros populares acerca dos tambores, trazemos nossa roda de samba como um grande passeio pela cultura brasileira.

  • Direção: Antônia Mattos e Lincoln Antônio (colaboração)
  • Percussão e Voz: Victória
  • Violão: Maria Ó
  • Cavaquinho: Marcelinho Aby
  • Percussão: Fumaça e João Vaz
  • Piano: Lincoln Antonio
  • Participação Especial: Maria Ó e Bloco Agora Vai

PARA TODOS OS ESPETÁCULOS

  • Ingressos: pague quanto puder – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes.
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