BICHO – ocupação no Feijão em novembro

Recebemos em novembro a ocupação bicho, com extensa programação complementar.

Com direção de Georgette Fadel e texto de André Sant’Anna, bicho é um espetáculo do avesso. Nada do que parece, é. O texto coloca duas travestis, um garoto de programa e um estudante de teatro dentro de um muquifo sujo e precário, onde eles conversam, entre outras coisas, sobre sexualidade, política e arte. Neste espaço eles se transformam, se torcem e extrapolam os limites da realidade, revelando ao público outros universos.

A estética decadente se parece com o imaginário comum da prostituição, do mundo gay e trans. Mas não é. Apesar da montagem ter muitos momentos poéticos, a dramaturgia – com interpretação aguda e agressiva do elenco – revela esse ambientereflexo do bicho que é o ser humano. Podre, extremamente vivo e bonito. O jogo cênico entre prisão e liberdade, vítima e violência, luz e sombra é o que dá o tom da peça. A urgência do texto faz com que ele saia da boca dos atores como se estivesse engasgado. “A meta é esvaziar os rótulos que recaem sobre esses personagens, até tudo se transformar em ‘arte’. O garoto de programa deixa de ser mais um michê amoral que pensa em dinheiro o tempo todo para ser um homem – poeta, com dores no coração. A travesti vai deixando de ser mulher para se ligar a Deus pelo dinheiro. Enquanto o jovem ator decide passar por experiências iniciáticas, que farão dele um artista. Num caminho original e radical, essa mutação necessária acontece diante do público”, conta o autor André Sant’Anna.

Além da apresentação do espetáculo, Georgette Fadel e Jean Martins, ator e idealizador do espetáculo, prepararam uma ocupação com performances, espetáculos solos e shows, onde convidaram outros grupos e artistas paulistas para ocupar a Cia. do Feijão durante a temporada da peça bicho no mês de novembro (programação no flyer acima).

  • Direção: Georgette Fadel
  • Texto: André Sant’Anna
  • Elenco: Eduardo Speroni, Jean Martins, Rael Barja e Verónica Valenttino
  • Assistente de direção: Zé Azul
  • Cenário: andaime Coletivo
  • Figurino: Mag
  • Iluminação: Felipe Lourenço
  • Direção musical: Zé Azul
  • Direção de Produção: Jean Machado
  • Assistente de Produção: Sarah Lessa e Natasha Karasek
  • Fotografia: Pedro Athié
  • Temporada: de 4 a 27 de novembro, às sextas, sábados e segundas às 20h e domingos às 19h
  • Onde: Companhia doFeijão – Rua Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
  • Ingresso: $ 30 inteira e $ 15
  • Lotação: 50 lugares
  • Duração: 100 minutos
  • Classificação: 18 anos
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DAtCHAU no Sesc Sorocaba

Estaremos no dia 16 de novembro no Sesc Sorocaba para uma única apresentação do espetáculo DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida, com texto e direção de Pedro Pires.

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa, ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos, o sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

O espetáculo

Com texto e direção de Pedro Pires, este espetáculo teve como base quatro materiais de investigação: as manifestações de 2013 vistas através do olhar de um cidadão da classe média urbana – indignado com o “estado das coisas”; os romances de Chico Buarque e textos do escritor italiano Primo Levi como materiais de estudo histórico e humano para a elaboração da dramaturgia; o irreverente personagem popular criado por Adoniran Barbosa para narrar/cantar suas próprias músicas; e por fim nossa pesquisa sobre os limites entre as linguagens épicas e dramáticas para a elaboração da encenação e das performances cênicas de atrizes e atores.

DaTchau trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir. Com a proposta de discutir os tempos turvos de hoje por meio de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de uma reflexão sensível, que busca pensar o mundo sob uma outra lógica social, econômica e humana. E desta forma talvez contribuir para a compreensão de nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

O campo de Dachau

Inspirador do título do espetáculo, o Campo de Dachau foi o primeiro campo regular de trabalhos forçados para prisioneiros políticos assentado pelo governo alemão.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois. Inicialmente os internos eram os adversários do regime; com o passar do tempo outros grupos também foram ali encarcerados.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Exatidão, Amor à Pátria.

Assim como em todos os outros campos alemães, Dachau trazia incrustado em seu portão de ferro: O TRABALHO LIBERTA.

  • texto e Direção: Pedro Pires
  • em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • direção musical: Marcos Coin
  • cenografia: Pedro Pires
  • figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • luz: Guilherme Bonfanti
  • vídeos: Diogo Noventa
  • projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • fotos: Cacá Bernardes
  • operação de luz: Rafael Araújo
  • produção: Companhia do Feijão
  • quando: 16 de setembro, quinta, às 20h
  • ingressos: $ 17, $ 8,50 e $ 5
  • duração: 95 minutos
  • classificação etária indicativa: 14 anos
  • onde: Sesc Sorocaba – Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade – Sorocaba
  • + informações: www.sescsp.org.br/unidades
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DAtCHAU no Contadores de Mentira em Suzano

Onde: Teatro Contadores de Mentira – R. Maj. Pinheiro Fróes, 530 – Parque Maria Helena, Suzano – (11) 99852-9968

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MANUELA no Teatro de Arena

Com concepção e dramaturgia de Vera Lamy, Manuela estará na ocupação DE_COLONIA_LIDADE – poéticas da resistência, no Teatro de Arena.

Manuela é uma história de amizade entre o escritor e sua máquina de escrever. É o nome dado por Mário de Andrade à sua máquina em homenagem ao escritor e amigo Manuel Bandeira. No espetáculo, é ela quem revive a vida e obra de seu dono, com reflexões de companheira tecidas a partir da poesia e correspondência de um dos mais importantes artistas e pensadores brasileiros.

  • Concepção e dramaturgia: Vera Lamy
  • Direção musical e trilha original: Lincoln Antonio
  • Em cena: Lincoln Antonio e Vera Lamy
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurino: Anahí Asa
  • Luz: Zernesto Pessoa e Rafael Araújo
  • quando: 25 de outubro a 6 de novembro, quarta a sexta, às 20h
  • ingressos: $ 20 e $ 10
  • classificação etária: livre
  • onde: Teatro de Arena Eugênio Kusnet – R. Dr. Teodoro Baima 94 – República
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SENTA no Feijão

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O PERRENGUE DA LONA PRETA no Feijão

Recebemos no próximo final de semana o espetáculo O perrengue da Lona Preta, com a Trupe Lona Preta, em duas únicas apresentações.

Sinopse

O “sagrado” direito à propriedade privada, símbolo da cultura oficial, é reinterpretado em O Perrengue da Lona Preta, um espetáculo inspirado na tradição circense. Nele os palhaços Rabiola e Chico Remela reconstroem, de forma divertida, os símbolos pretensamente eternos da ordem vigente.

A pesquisa

Três pilares que configuram a pesquisa que resultou na montagem de O Perrengue da Lona Preta: textos de Hegel, Ariel Dorfman, Armand Mattelart, Marilena Chauí, Karl Marx e Oduvaldo Vianna Filho; o arquétipo cômico, cenas clássicas de circo, do palhaço popular, de rua, de feira; e a obra de Mikhail Bakhtin A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais.

Surge daí um jogo de palhaços/bufões que não tem o menor interesse em que se estabilize o regime existente e o quadro do mundo dominante (impostos pela verdade oficial), e que tentam, assim, captar o mundo em devir, a alegre relatividade de todas as verdades limitadas de classe, o estado de não acabamento constante do mundo, a fusão permanente da mentira e da verdade, do mal e do bem, das trevas e da claridade, da maldade e da gentileza, da morte e da vida.

  • Direção: Sergio Carozzi
  • Elenco: Joel Carozzi, Sergio Carozzi
  • Figurinos: o grupo
  • Produção: Henrique Alonso
  • Apresentações: 30 de setembro e 1 de outubro, sábado e domingo, às 20h
  • Ingressos: pague quanto puder
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes

 

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MANUELA no XI Festival Paideia de Teatro

Com concepção e dramaturgia de Vera Lamy, Manuela estará no XI Festival Paideia de Teatro no dia 1 de outubro, em única apresentação.

Manuela é uma história de amizade entre o escritor e sua máquina de escrever. É o nome dado por Mário de Andrade à sua máquina em homenagem ao escritor e amigo Manuel Bandeira. No espetáculo, é ela quem revive a vida e obra de seu dono, com reflexões de companheira tecidas a partir da poesia e correspondência de um dos mais importantes artistas e pensadores brasileiros.

  • Concepção e dramaturgia: Vera Lamy
  • Direção musical e trilha original: Lincoln Antonio
  • Em cena: Lincoln Antonio e Vera Lamy
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurino: Anahí Asa
  • Luz: Zernesto Pessoa e Rafael Araújo
  • quando: 1 de outubro, domingo, às 17h
  • ingressos: $ 30 e $ 15
  • classificação etária: livre
  • onde: Paideia Associação Cultural – R. Darwin 153 – Alto da Boa Vista
  • mais informações: paideiabrasil.com.br
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Últimas apresentações! – PEQUENAS ESPERANÇAS no Feijão

Nesta quarta e quinta realizamos as duas últimas apresentações do espetáculo Pequenas esperanças, com a participação de integrantes das companhias do Feijão e do Tijolo

Sinopse / pesquisa: Pequenas esperanças trata do forte renascimento da literatura infanto-juvenil nos anos setenta. A história baseia-se em depoimentos de escritores e trechos de suas obras, com foco no período da ditadura militar brasileira e em como a necessidade de falar sobre democracia e liberdade para as crianças (que cresciam sob um regime autoritário) foi uma urgência que determinou o aumento expressivo de publicações para esta faixa etária e impulsionou este veio da literatura. Em forma narrativa, dois “autores” vão contando suas histórias de vida, da vida nos anos de chumbo, discorrendo sobre os porquês de escrever para as crianças e jovens e cantando canções da época que diagnosticavam o momento e clamavam pela liberdade de vida.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Atores cantores: Dinho Lima Flor e Vera Lamy
  • Músico: Marcos Coin
  • Cenografia e Figurinos: Pedro Pires e Guto Togniazzolo
  • Luz: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Temporada: 6 a 28 de setembro, quartas e quintas, às 21h
  • Ingressos: pague quanto puder
  • Duração: 45’
  • Classificação etária: livre
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • Capacidade: 50 lugares, com acesso a cadeirantes

Realização: Companhia do Feijão / Companhia do Tijolo

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DAtCHAU no Itaú Cultural – única apresentação

Estaremos no dia 26 de setembro no Itaú Cultural para uma única apresentação do espetáculo DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida, com texto e direção de Pedro Pires.

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa, ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos, o sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

O espetáculo

Com texto e direção de Pedro Pires, este espetáculo teve como base quatro materiais de investigação: as manifestações de 2013 vistas através do olhar de um cidadão da classe média urbana – indignado com o “estado das coisas”; os romances de Chico Buarque e textos do escritor italiano Primo Levi como materiais de estudo histórico e humano para a elaboração da dramaturgia; o irreverente personagem popular criado por Adoniran Barbosa para narrar/cantar suas próprias músicas; e por fim nossa pesquisa sobre os limites entre as linguagens épicas e dramáticas para a elaboração da encenação e das performances cênicas de atrizes e atores.

DaTchau trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir. Com a proposta de discutir os tempos turvos de hoje por meio de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de uma reflexão sensível, que busca pensar o mundo sob uma outra lógica social, econômica e humana. E desta forma talvez contribuir para a compreensão de nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

O campo de Dachau

Inspirador do título do espetáculo, o Campo de Dachau foi o primeiro campo regular de trabalhos forçados para prisioneiros políticos assentado pelo governo alemão.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois. Inicialmente os internos eram os adversários do regime; com o passar do tempo outros grupos também foram ali encarcerados.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Exatidão, Amor à Pátria.

Assim como em todos os outros campos alemães, Dachau trazia incrustado em seu portão de ferro: O TRABALHO LIBERTA.

  • texto e Direção: Pedro Pires
  • em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • direção musical: Marcos Coin
  • cenografia: Pedro Pires
  • figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • luz: Guilherme Bonfanti
  • vídeos: Diogo Noventa
  • projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • fotos: Cacá Bernardes
  • operação de luz: Rafael Araújo
  • produção: Companhia do Feijão
  • quando: 26 de setembro, terça, às 20h
  • ingressos: gratuitos
  • duração: 95 minutos
  • classificação etária indicativa: 14 anos
  • onde: Itaú Cultural – Av. Paulista 149
  • + informações: itaucultural.org.br
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A RAZÃO BLINDADA no Feijão

Recebemos em setembro a Cia. Paulicéa de Teatro para duas únicas apresentações de seu espetáculo A Razão Blindada, as últimas antes da viagem da companhia para Cuba, onde será a única representante brasileira no Festival de Teatro de La Habana.

O espetáculo é baseado no romance clássico Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, em A verdade sobre Sancho Pança, de Franz Kafka, e nos depoimentos de Chico Vargas e outros presos políticos da década de 1970 no Presídio Rawson durante a ditadura militar na Argentina. Duas pessoas, em situação de aprisionamento, oprimidas por abuso físico e emocional, buscam consolo ao encontrar-se todos os domingos, durante o crepúsculo, para contar a história de Dom Quixote e Sancho Pança. Mesmo com extremas limitações, eles sentem a necessidade vital de contarem uma história que os transporte para uma aventura humana situada na imaginação, esse lugar onde a dor mais extrema não pode chegar.

  • Texto: Aristides Vargas
  • Tradução: João das Neves
  • Diretor: Alexandre Kavanji
  • Direção de atores: Solange Dias
  • Atores: Dudu Oliveira e Cássio Castelan
  • Preparação corporal: Fábio Farias
  • Trilha Sonora: Charles Razl
  • Iluminação: Mauro Martoreli
  • Cenário, figurinos e adereços: Guto Togniazollo

 

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