SENTA no Feijão

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O PERRENGUE DA LONA PRETA no Feijão

Recebemos no próximo final de semana o espetáculo O perrengue da Lona Preta, com a Trupe Lona Preta, em duas únicas apresentações.

Sinopse

O “sagrado” direito à propriedade privada, símbolo da cultura oficial, é reinterpretado em O Perrengue da Lona Preta, um espetáculo inspirado na tradição circense. Nele os palhaços Rabiola e Chico Remela reconstroem, de forma divertida, os símbolos pretensamente eternos da ordem vigente.

A pesquisa

Três pilares que configuram a pesquisa que resultou na montagem de O Perrengue da Lona Preta: textos de Hegel, Ariel Dorfman, Armand Mattelart, Marilena Chauí, Karl Marx e Oduvaldo Vianna Filho; o arquétipo cômico, cenas clássicas de circo, do palhaço popular, de rua, de feira; e a obra de Mikhail Bakhtin A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais.

Surge daí um jogo de palhaços/bufões que não tem o menor interesse em que se estabilize o regime existente e o quadro do mundo dominante (impostos pela verdade oficial), e que tentam, assim, captar o mundo em devir, a alegre relatividade de todas as verdades limitadas de classe, o estado de não acabamento constante do mundo, a fusão permanente da mentira e da verdade, do mal e do bem, das trevas e da claridade, da maldade e da gentileza, da morte e da vida.

  • Direção: Sergio Carozzi
  • Elenco: Joel Carozzi, Sergio Carozzi
  • Figurinos: o grupo
  • Produção: Henrique Alonso
  • Apresentações: 30 de setembro e 1 de outubro, sábado e domingo, às 20h
  • Ingressos: pague quanto puder
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes

 

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MANUELA no XI Festival Paideia de Teatro

Com concepção e dramaturgia de Vera Lamy, Manuela estará no XI Festival Paideia de Teatro no dia 1 de outubro, em única apresentação.

Manuela é uma história de amizade entre o escritor e sua máquina de escrever. É o nome dado por Mário de Andrade à sua máquina em homenagem ao escritor e amigo Manuel Bandeira. No espetáculo, é ela quem revive a vida e obra de seu dono, com reflexões de companheira tecidas a partir da poesia e correspondência de um dos mais importantes artistas e pensadores brasileiros.

  • Concepção e dramaturgia: Vera Lamy
  • Direção musical e trilha original: Lincoln Antonio
  • Em cena: Lincoln Antonio e Vera Lamy
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurino: Anahí Asa
  • Luz: Zernesto Pessoa e Rafael Araújo
  • quando: 1 de outubro, domingo, às 17h
  • ingressos: $ 30 e $ 15
  • classificação etária: livre
  • onde: Paideia Associação Cultural – R. Darwin 153 – Alto da Boa Vista
  • mais informações: paideiabrasil.com.br
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Últimas apresentações! – PEQUENAS ESPERANÇAS no Feijão

Nesta quarta e quinta realizamos as duas últimas apresentações do espetáculo Pequenas esperanças, com a participação de integrantes das companhias do Feijão e do Tijolo

Sinopse / pesquisa: Pequenas esperanças trata do forte renascimento da literatura infanto-juvenil nos anos setenta. A história baseia-se em depoimentos de escritores e trechos de suas obras, com foco no período da ditadura militar brasileira e em como a necessidade de falar sobre democracia e liberdade para as crianças (que cresciam sob um regime autoritário) foi uma urgência que determinou o aumento expressivo de publicações para esta faixa etária e impulsionou este veio da literatura. Em forma narrativa, dois “autores” vão contando suas histórias de vida, da vida nos anos de chumbo, discorrendo sobre os porquês de escrever para as crianças e jovens e cantando canções da época que diagnosticavam o momento e clamavam pela liberdade de vida.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Atores cantores: Dinho Lima Flor e Vera Lamy
  • Músico: Marcos Coin
  • Cenografia e Figurinos: Pedro Pires e Guto Togniazzolo
  • Luz: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Temporada: 6 a 28 de setembro, quartas e quintas, às 21h
  • Ingressos: pague quanto puder
  • Duração: 45’
  • Classificação etária: livre
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • Capacidade: 50 lugares, com acesso a cadeirantes

Realização: Companhia do Feijão / Companhia do Tijolo

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DAtCHAU no Itaú Cultural – única apresentação

Estaremos no dia 26 de setembro no Itaú Cultural para uma única apresentação do espetáculo DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida, com texto e direção de Pedro Pires.

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa, ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos, o sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

O espetáculo

Com texto e direção de Pedro Pires, este espetáculo teve como base quatro materiais de investigação: as manifestações de 2013 vistas através do olhar de um cidadão da classe média urbana – indignado com o “estado das coisas”; os romances de Chico Buarque e textos do escritor italiano Primo Levi como materiais de estudo histórico e humano para a elaboração da dramaturgia; o irreverente personagem popular criado por Adoniran Barbosa para narrar/cantar suas próprias músicas; e por fim nossa pesquisa sobre os limites entre as linguagens épicas e dramáticas para a elaboração da encenação e das performances cênicas de atrizes e atores.

DaTchau trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir. Com a proposta de discutir os tempos turvos de hoje por meio de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de uma reflexão sensível, que busca pensar o mundo sob uma outra lógica social, econômica e humana. E desta forma talvez contribuir para a compreensão de nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

O campo de Dachau

Inspirador do título do espetáculo, o Campo de Dachau foi o primeiro campo regular de trabalhos forçados para prisioneiros políticos assentado pelo governo alemão.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois. Inicialmente os internos eram os adversários do regime; com o passar do tempo outros grupos também foram ali encarcerados.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Exatidão, Amor à Pátria.

Assim como em todos os outros campos alemães, Dachau trazia incrustado em seu portão de ferro: O TRABALHO LIBERTA.

  • texto e Direção: Pedro Pires
  • em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • direção musical: Marcos Coin
  • cenografia: Pedro Pires
  • figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • luz: Guilherme Bonfanti
  • vídeos: Diogo Noventa
  • projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • fotos: Cacá Bernardes
  • operação de luz: Rafael Araújo
  • produção: Companhia do Feijão
  • quando: 26 de setembro, terça, às 20h
  • ingressos: gratuitos
  • duração: 95 minutos
  • classificação etária indicativa: 14 anos
  • onde: Itaú Cultural – Av. Paulista 149
  • + informações: itaucultural.org.br
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A RAZÃO BLINDADA no Feijão

Recebemos em setembro a Cia. Paulicéa de Teatro para duas únicas apresentações de seu espetáculo A Razão Blindada, as últimas antes da viagem da companhia para Cuba, onde será a única representante brasileira no Festival de Teatro de La Habana.

O espetáculo é baseado no romance clássico Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, em A verdade sobre Sancho Pança, de Franz Kafka, e nos depoimentos de Chico Vargas e outros presos políticos da década de 1970 no Presídio Rawson durante a ditadura militar na Argentina. Duas pessoas, em situação de aprisionamento, oprimidas por abuso físico e emocional, buscam consolo ao encontrar-se todos os domingos, durante o crepúsculo, para contar a história de Dom Quixote e Sancho Pança. Mesmo com extremas limitações, eles sentem a necessidade vital de contarem uma história que os transporte para uma aventura humana situada na imaginação, esse lugar onde a dor mais extrema não pode chegar.

  • Texto: Aristides Vargas
  • Tradução: João das Neves
  • Diretor: Alexandre Kavanji
  • Direção de atores: Solange Dias
  • Atores: Dudu Oliveira e Cássio Castelan
  • Preparação corporal: Fábio Farias
  • Trilha Sonora: Charles Razl
  • Iluminação: Mauro Martoreli
  • Cenário, figurinos e adereços: Guto Togniazollo

 

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Oficina APROXIMAÇÃO AO DISTANCIAMENTO DE B. BRECHT no Feijão

Em setembro, trazemos ao Feijão a oficina Aproximação ao distanciamento de B. Brecht, ministrada pela atriz e diretora argentina Laura Brauer. Trata-se de uma primeira abordagem teórica e prática em torno das propostas de Bertolt Brecht para o teatro.

Sinopse

A oficina tem o objetivo de gerar um espaço para a reflexão e diante da ação conjunta possibilitar aos participantes interações que façam o corpo pensar, deem peso à palavra e transformem o ator em interlocutor do espectador. O intuito é buscar o sentido do discurso para a sua realização, fazer do palco um reflexo que permita um olhar crítico e preparar a cena para que daí advenha à análise e desta forma construir um teatro crítico que dialogue e não um que “diga”, que esteja à frente e não atrás de seu público.

Atividades

Exercícios brechtianos preparatórios. Encenações que estimulam o pensamento crítico. Trabalho de atuação com cenas. Análise da ação. Diálogo ator-personagem-distância. Pensamento crítico em cena. Trabalho para evidenciar contradições. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico.

Conteúdo

– Introdução. Aproximação ao distanciamento de Brecht: Primeira distância com a fábula: narração. Enunciação da ação. Trabalho de conscientização acerca das alternativas. Escolhas.
– Teatro didático ou teatro de aprendizagem: Desmecanização do corpo e postura ideológica. Exploração de outras possibilidades expressivas. O que se quer ensinar? Exploração de meios para pôr em cena aquilo que se escolheu como primordial.
– Teatro épico. Abordagens rumo a um teatro dialético: Mostrar e evidenciar a alienação e a liberdade de cada personagem. Busca do ponto de vista “historizante”. Conscientização do que se faz para desnaturalizá-lo como inamovível e inquestionável. Não se trata de simplificar a caracterização, mas de desdobrar a contradição. Distanciamento. Sempre é em primeira pessoa (eu-ator), sempre em terceira pessoa (o autor/o personagem/o outro).

Período e Local

  • Quando: 18, 19, 21 e 22 de setembro de 2017, das 14h30 às 18h30h
  • Onde: Companhia do Feijão – Rua Dr. Teodoro Baima, 68 – República – com acesso a cadeirantes

Custo e Inscrições

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CATADOR DE CANÇÕES – únicas apresentações no Feijão

Recebemos em setembro para duas únicas apresentações o show Catador de Canções.

CATADOR DE CANÇÕES é um coletivo de músicos, compositores e intérpretes que se dedicam a pensar e viver a cidade musicalmente. Como fazer do concreto cinza uma poesia. Catador de Canções fala do cotidiano, faz crônicas dessa vida (não) útil das grandes cidades.

O show apresenta músicas autorais de ligadas à temática urbana. Partindo do pressuposto de que o gênero canção, no Brasil especialmente, sempre esteve ligado à dicção cotidiana popular, o grupo busca reunir diferentes vozes urbanas, criando um caleidoscópio que reproduz a intrincada arquitetura da cidade. Cada canção traz à tona um olhar diferente sobre as realidades da urbe multifária.

“Já eras, viu? A canção morreu mesmo. Caiu de madura. É sucata. Chiclete de clichês. De velhas conciliações. Sem o manto diáfano da cordialidade, restou o cadáver insepulto. Cadáver, segundo o vulgo, deriva de Caro Data Vermibus, carne dada aos vermes. Mas é um vulgo bem chique, porque só rico mesmo pra dar comida pra verme, né? Pobre vira é presunto. Por isso, na mão do artista em estado crítico, a canção enche linguiça, faz teses e outras firulas foliculárias. Se não dá pra comemorar a morte dessa megera domada que nunca deu camisa a ninguém, pelo menos ela agora virou molambo. Traje de arlequim sem grana pra desfilar…

Canção, colcha de retalho que nunca foi grande coisa, que não move montanhas e que não serve pra bandeira, que não tem anel de doutor e não dá lição de moral. E serve pra que, então? Pra incomodar, ora. Canção que não é propriedade, trombone embolado em que botam a bocarra de fome os desalojados do folclore. O imenso precariado sassariquento na viração sem futuro, Jocas, Mato Grossos e Marias Ninguéns expulsos da égide folclórica da malandragem privatizada e unplugged. O esquema é esse: arremedar, com baderna, canções remendadas, intercalar com tudo quanto é texto: notícias, poesias e outras inutilidades, pra fazer a crônica inviável das cidades que ninguém quer ver, reverberar de vozes canoras ou belicosas, acordes e desacordos”.

  • Aline Fernandesine Fernandes – voz
  • Ariel Coelho – bateria
  • Daniel Garroux – voz e violão
  • Fabio Atorinotorino – baixo
  • Márcia Fernandes – voz e flauta transversal
  • Vinicius Marques Pastorelli – guitarra
  • Realização: Igarapé Cultura e Arte (Aline Fernandesline Fernandes e Telita Aranteselita Arantes)
  • Apresentações: 16 e 17 de setembro, sábado e domingo, às 20h
  • Ingresso: pague quanto puder
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
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O EVANGELHO SEGUNDO JESUS, RAINHA DO CÉU no Feijão

Recebemos em setembro para duas únicas apresentações o espetáculo O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, com o grupo Queen Jesus Plays | BR.

Sinopse

E se Jesus vivesse nos tempos de hoje e fosse uma mulher transgênero? O espetáculo é uma mistura de monólogo e contação de histórias em um ritual que mostra Jesus no tempo presente, na pele de uma mulher transgênero. Histórias bíblicas são recontadas em uma perspectiva contemporânea, propondo uma reflexão sobre a opressão e a intolerância sofridas por pessoas trans* e minorias em geral na sociedade. Contamos histórias como O Bom Samaritano, A semente de mostarda e A Mulher Adúltera como se se passassem na atualidade, para contextualizá-las com a vivência cotidiana de transexuais, como a atriz Renata Carvalho, de 33 anos, que vive Jesus no espetáculo.

  • Texto: Jo Clifford
  • Atuação: Renata Carvalho
  • Tradução/adaptação: Natalia Mallo
  • Direção: Natalia Mallo
  • Assistência de direção: Gabi Gonçalves
  • Trilha sonora: Natalia Mallo
  • Iluminação: Anna Turra e Juju Augusta
  • Produção: Núcleo Corpo Rastreado | Thais Venitt
  • Apresentações: 9 e 10 de setembro, sábado e domingo, às 18h – com bate-papo após a apresentação do dia 9
  • Ingresso: gratuito
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes

 

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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida – 2 ÚNICAS APRESENTAÇÕES

Realizamos nos dias 2 e 3 de setembro duas únicas apresentações do espetáculo DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida, com texto e direção de Pedro Pires.

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa, ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos, o sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

O espetáculo

Com texto e direção de Pedro Pires, este espetáculo teve como base quatro materiais de investigação: as manifestações de 2013 vistas através do olhar de um cidadão da classe média urbana – indignado com o “estado das coisas”; os romances de Chico Buarque e textos do escritor italiano Primo Levi como materiais de estudo histórico e humano para a elaboração da dramaturgia; o irreverente personagem popular criado por Adoniran Barbosa para narrar/cantar suas próprias músicas; e por fim nossa pesquisa sobre os limites entre as linguagens épicas e dramáticas para a elaboração da encenação e das performances cênicas de atrizes e atores.

DaTchau trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir. Com a proposta de discutir os tempos turvos de hoje por meio de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de uma reflexão sensível, que busca pensar o mundo sob uma outra lógica social, econômica e humana. E desta forma talvez contribuir para a compreensão de nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

O campo de Dachau

Inspirador do título do espetáculo, o Campo de Dachau foi o primeiro campo regular de trabalhos forçados para prisioneiros políticos assentado pelo governo alemão.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois. Inicialmente os internos eram os adversários do regime; com o passar do tempo outros grupos também foram ali encarcerados.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Exatidão, Amor à Pátria.

Assim como em todos os outros campos alemães, Dachau trazia incrustado em seu portão de ferro: O TRABALHO LIBERTA.

  • texto e Direção: Pedro Pires
  • em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • direção musical: Marcos Coin
  • cenografia: Pedro Pires
  • figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • fuz: Guilherme Bonfanti
  • vídeos: Diogo Noventa
  • projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • fotos: Cacá Bernardes
  • operação de luz: Rafael Araújo
  • produção: Companhia do Feijão
  • apresentações: 2 e 3 de setembro, sábado e domingo, às 20h
  • ingressos: pague quanto puder
  • duração: 95 minutos
  • classificação etária indicativa: 14 anos
  • onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • capacidade: 80 lugares – COM ACESSO A CADEIRANTES
  • contato: feijao@companhiadofeijao.com.br
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