MANUELA – curtíssima temporada no Feijão

Realizamos em julho 4 únicas apresentações de nosso espetáculo Manuela.

Manuela é uma história de amizade entre o escritor e sua máquina de escrever. É o nome dado por Mário de Andrade à sua máquina em homenagem ao escritor e amigo Manuel Bandeira. Em meio a reflexões de companheira, a narrativa se dá do ponto de vista da máquina, que conta quem foi esse brasileiro morador da rua Lopes Chaves através de sua poesia e correspondência intensas.

  • Concepção e dramaturgia: Vera Lamy
  • Direção musical e trilha original: Lincoln Antonio
  • Em cena: Vera Lamy e Lincoln Antonio
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurino: Anahí Asa
  • Luz: Zernesto Pessoa e Rafael Araújo
  • quando: 8 a 29 de julho, segundas às 21h
  • ingresso: $ 30 e $ 15 – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações
  • onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – acesso a cadeirantes
  • classificação etária indicativa: livre
  • realização: Companhia do Feijão
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LEDORES NO BREU no Feijão

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Abertura de vagas para ouvintes e praticantes para o II MÓDULO do Curso de Atuação e Montagem no Teatro de Bertolt Brecht – com Laura Brauer

Recebemos em nosso espaço em agosto e setembro o II MÓDULO do Curso de ATUAÇÃO e MONTAGEM no Teatro de Bertolt Brecht, conduzido pela atriz, diretora e professora de interpretação argentina Laura Brauer.

Módulo II: Simulacro de Montagem

Propõe-se a abordagem de uma peça de Bertolt Brecht para “fazer de conta” que a montaremos.

O objetivo é montar cenas estudadas de uma peça do dramaturgo alemão para entender os processos possíveis de montagem de um material que trabalha com a dialética em cena.

Público
Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I.

Datas
Total de oito encontros às terças das 10h às 14h – de 6 agosto a 24 de setembro

Inscrições com CV e carta de interesse pelo e-mail: cursobrecht@gmail.com

SOBRE O CURSO E TODOS OS SEUS MÓDULOS

Trata-se de um curso anual dividido em módulos. A divisão em módulos possibilita a participação tanto em um, como em dois ou nos três módulos, dependendo do interesse, das possibilidades e do grau de experiência com o tema. Podem participar do curso pessoas interessadas de qualquer área com ou sem experiência teatral.

MÓDULO I: Aproximação ao distanciamento

Propõe-se uma primeira abordagem teórica e prática em torno das propostas de Bertolt Brecht para o teatro. Essas propostas serão apresentadas num percurso histórico, para conhecê-las inseridas no seu contexto. Os exercícios serão feitos como tentativas de compreender a metodologia de trabalho do ator neste tipo de teatro.

O objetivo é gerar um espaço para a reflexão e ação conjunta a partir das propostas teatrais de teatro épico e teatro didático. O espaço pretende possibilitar aos participantes interações que coloquem ao ator como verdadeiro interlocutor do espectador. Para isso será fundamental se perguntar: Um teatro para quem? Para quê?

Atividades

Exercícios práticos atorais. Encenações que estimulam o pensamento crítico. Diálogo ator-personagem. Pensamento crítico em cena. Trabalho para evidenciar contradições. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico, audiovisual e fotográfico.

Conteúdo

Introdução. A dramaturgia dialética/ A cena dialética./ A atuação dialética./ A observação da realidade. O que é útil observar? / Enunciação da ação./ O sentido do texto.

Teatro didático ou teatro de aprendizagem: O que é?/ Como surge? Em que medida é útil hoje? / O que se quer ensinar?/ Exploração de meios e estratégias para conseguir dar leitura em cena daquilo que se escolhe.

Teatro épico. O que é?/ Como surge? Em que medida é útil hoje? / Abordagens rumo a um teatro dialético: Busca do ponto de vista “historicizante”./ Busca do ponto de vista da encenação./ Conscientização e desnaturalização das formas de representação habituais./ Análise da caracterização./ Como desdobrar a contradição./ Distanciamento: Estratégias e métodos possíveis para consegui-lo.

MODULO II: Simulacro de montagem

Propõe-se a abordagem de um ou dois textos dramatúrgicos de Bertolt Brecht para fazer de conta que o montaremos.

O objetivo é montar cenas avulsas de uma ou duas peças do dramaturgo alemão para entender os processos possíveis de montagem de um material que trabalha com a dialética em cena.

Atividades

Leitura do material. Análise crítica do material textual. Exercícios práticos atorais. Exercícios desde o ponto de vista do encenador propostos pelo Berliner Ensemble para abordar o material cênico. Montagem com texto decorado dos quadros e cenas da peça. Debate e problematização em torno das temáticas tratadas. Observação crítica e análise. Aproximação com o material teórico e fotográfico.

Conteúdo

Passos para uma montagem segundo o Berliner Ensemble: Análise e compreensão dos mesmos para exercitar o caminho para uma encenação.

Montagem de quadros: Escolhas do universo a ser representado. Divisão dos quadros em relação ao texto.

Montagem de cenas: Escolhas em ação.

  • Público: Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I.
  • Datas: Oito encontros semanais de quatro horas – agosto e setembro

MODULO III: Montagem para apresentação pública

A partir do trabalho realizado no Módulo II se escolherá material textual e cênico para realizar uma apresentação pública que possibilite debates frutíferos tanto em torno dos conteúdos do material como em torno das formas de representação do mesmo.

O intuito é buscar o sentido do discurso para a sua realização, fazer do palco um reflexo que permita um olhar crítico e preparar cada cena para que daí advenha à análise e desta forma construir um teatro crítico que dialogue e não um que “diga”, que esteja à frente e não atrás de seu público.

Atividades

Trabalho de observação. Procura de referências. Escolhas. Trabalho de atuação em cena. Trabalho de montagem. Diálogo com os observadores.

Conteúdo

Montagem de cenas: Escolhas e estratégias para conseguir dar leitura ao sentido escolhido. Escolhas e estratégias para que a relação imagem-texto produza um sentido não dado por elas separadamente.

  • Público: Pessoas interessadas com conhecimento prévio ou experiências anteriores similares ao curso do Módulo I e II.
  • Datas: Oito encontros semanais de quatro horas – Datas a confirmar (OUTUBRO-NOVEMBRO)

INFORMAÇÕES PARA OS TRÊS MÓDULOS

  • Custo: 200 reais por mês. / Desconto para estudantes e bolsas. / Perguntar.
  • Local: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República
  • Inscrições: Por e-mail com Currículo e carta de interesse no e-mail: CURSOBRECHT@GMAIL.COM

Sobre a condutora

Laura Brauer é uma atriz, diretora e professora de interpretação argentina. Especializou-se em Teatro Político. Estudou “Teatro do Oprimido” com Augusto Boal (Brasil) e Jana Sanskriti (Índia) e estudou Metodologia do trabalho do ator e do encenador brechtiano em Berlim entre 2006 e 2018.

Em Berlim participou de cursos de atuação e de direção da Escola de Teatro “Ernst Busch” e realizou experiências de teatro documentário no Berliner Festspiele. Foi bolsista da Secretaria de Cultura de la Nación Argentina, da Academia de Arte de Berlim, do Goethe Institut e do ITI (International Theataer Institut) para seus estudos e práticas de Brecht e Boal em Alemanha. Respeito de trabalhos de Teatro do Oprimido trabalhou em prisões, escolas, centros culturais e de bairros ao longo de oito anos na Holanda, Portugal, Inglaterra, Brasil e Argentina.

A respeito de trabalhos sobre B.Brecht participou da montagem de “Baal”,“Terror e Miséria do Terceiro Reich”; ”A exceção e a regra”; “Lux in Tenebris” e “Quanto custa o ferro?”. Atuou em “Santa Juana de los Mataderos”, adaptou e dirigiu “A compra do latão”, e adaptou e coordenou o projeto cênico da peça “A boa alma de Sezuan“. Organizou junto a seu grupo o I e II Encontro Internacional sobre “A possível atualidade de Brecht”, em 2012 e 2014 em Buenos Aires.

Em São Paulo, é professora na Escola Livre de Teatro de Santo André e de cursos independentes sobre as propostas do Brecht e de Boal para atores e não atores. Como atriz, participa de diferentes peças em Buenos Aires, Berlim e Londres. Em São Paulo realizou a peça “Potestad”, da filmagem de “Ópera dos Vivos”, com a Companhia do Latão, e do filme “Sem Raiz” de Renán Rovida entre outros.

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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida em Pindamonhangaba

Finalizamos em julho em Pindamonhangaba a série de visitas a municípios paulistas com nosso espetáculo DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida, em projeto de circulação contemplado pelo PROAC 2018 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

APRESENTAÇÃO GRATUITA

  • Pindamonhangaba: 6 de julho, sábado, 20h – Espaço Cultural Teatro Galpão – R. Luíza Marcondes de Oliveira 2750 – Parque das Nações – Pindamonhangaba/SP

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos. O sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

Motivo inspirador do título: o Campo de Dachau

Dachau foi o primeiro campo de concentração regular para prisioneiros políticos assentado pelo governo Nacional Socialista, isto é, nazista, em 1933, no sul da Alemanha.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois.

Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista. Com o passar do tempo, outros grupos também foram encarcerados em Dachau, entre eles ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e aqueles considerados “associais”, além de criminosos contumazes. Durante os primeiros anos relativamente poucos judeus estiveram presos ali, com exceção dos que pertenciam a uma das categorias mencionadas – realidade posteriormente invertida com o aumento da perseguição antissemita.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Autenticidade, Amor à Pátria.

O número de prisioneiros em Dachau, de 1933 a 1945, ultrapassou os 188 mil e provavelmente nunca se saberá ao certo o número total de suas vítimas fatais. Como em todos os campos de concentração nazistas, em seu portão de entrada um entalhe em letras de ferro afirmava: O TRABALHO LIBERTA.

Ficha Técnica

  • Espetáculo: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida
  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • Operação de luz: Pedro Pires
  • Operação de vídeo: Pedro Semeghini
  • Fotos e Vídeo: Cacá Bernardes
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Duração: 70 minutos

Apoio: Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba

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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida no Encontro Paulista de Teatro de Grupo – Refinaria Teatral

Participamos no dia 30 de junho do Encontro Paulista de Teatro de Grupo promovido pelo Refinaria Teatral.

A partir do dia 29 de Junho, aos sábados às 20h e domingos às 18h, a Zona Norte da cidade receberá 10 diferentes espetáculos de 10 grupos paulistanos de teatro. Participam dessa primeira edição da mostra os grupos Teatro Documentário, Cia. do Feijão, Cia. Antropofágica, grupo Redimunho, República Ativa, grupo Folias, Cia. Sabre de Luz, a Próxima Cia., Cia. Teatro da Investigação e Cia. Páideia.

Os ingressos são oferecidos no sistema “pague quanto puder”, como forma de incentivar e democratizar o acesso aos trabalhos.

Reserve seu ingresso pelo e-mail refinariateatral@gmail.com

Local: Rua João de Laet 1507 – Vila Aurora-ZN – SP (sede do grupo Refinaria Teatral)

Mais informações sobre o grupo Refinaria Teatral no site www.refinariateatral.com.br

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Pagu, anjo incorruptível no Feijão

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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida em Mogi das Cruzes

Prosseguimos em junho com apresentação em Mogi das Cruzes a série de visitas a municípios paulistas com nosso espetáculo DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida, em projeto de circulação contemplado pelo PROAC 2018 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

APRESENTAÇÃO GRATUITA

  • Mogi das Cruzes: 29 de junho, sábado, 20h – Galpão Arthur Netto – Av. Fausta Duarte de Araújo 23 – Centro – Mogi das Cruzes/SP

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos. O sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

Pesquisa

Este espetáculo trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir!

Discutir os tempos turvos de hoje através de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de reflexão sensível (cérebros e corações pulsando juntos) é nossa tarefa. E com ele acreditamos contribuir para a compreensão deste nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

Para a sua concepção partimos de quatro materiais de estudo:

  • As manifestações que tomaram as ruas das cidades brasileiras a partir de 2013;
  • As nossas experiências/memórias de vida, especificamente no que tange às lembranças/participação nos movimentos de massa que foram para as ruas a partir das Diretas Já;
  • Os romances de Chico Buarque;
  • As obras de Primo Levi.

Nos estudos (práticos e teóricos) sobre os romances de Chico Buarque encontramos dois materiais de interesse. Um que traz narrativas sobre o Brasil histórico – histórias de personagens brasileiros que remontam ao século XIX e chegam até os anos 90 do século passado. E, o mais relevante, uma sequência de narradores que contam aquelas histórias (mais antigas ou mais novas) a partir do período pós-redemocratização (um momento de esperança no progresso social onde as forças reacionárias se encolheram – por exaustão e não por extinção). Porém encontramos uma contradição fundamental para tentarmos nos entender hoje, que gerou a seguinte pergunta: como é que narradores (os narradores de Chico) num momento histórico de tantas esperanças eram todos – sem exceção – tão desconjuntados e infelizes? Encontramos então, nesses narradores desconjuntados, erráticos e “fracassados” a semente de um narrador de hoje – que tenta contar uma história relevante para os nossos dias. Um narrador da classe média, pela metade, que não sabe o final da história que está contando. Que é objeto e não sujeito de sua própria história. Como estratégia dramatúrgica, esse narrador foi colocado dentro de seu próprio sonho: indignado com o estado das coisas e levado pelo sonho a uma manifestação.

Ao redor deste “núcleo narrativo”, do narrador pela metade, construímos outro, que são os “reais narradores” do narrador, que contam a história daquele que tenta sintetizar seu tempo e a fazem transitar do campo narrativo-dramático (ou lírico) para o Épico.

Este outro núcleo é formado por figuras que se assumem como seres de ficção, ou seja, que não pertencem ao mundo real – o nosso de hoje. E que portanto podem ter o distanciamento necessário para encaminhar uma possível história para este tempo, encaminhando o final da fábula inspirados pelos testemunhos de Primo Levi – judeu italiano que sobreviveu a um campo de concentração nazista onde se lia na porta de entrada: O TRABALHO LIBERTA.

Motivo inspirador do título: o Campo de Dachau

Dachau foi o primeiro campo de concentração regular para prisioneiros políticos assentado pelo governo Nacional Socialista, isto é, nazista, em 1933, no sul da Alemanha.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois.

Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista. Com o passar do tempo, outros grupos também foram encarcerados em Dachau, entre eles ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e aqueles considerados “associais”, além de criminosos contumazes. Durante os primeiros anos relativamente poucos judeus estiveram presos ali, com exceção dos que pertenciam a uma das categorias mencionadas – realidade posteriormente invertida com o aumento da perseguição antissemita.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Autenticidade, Amor à Pátria.

O número de prisioneiros em Dachau, de 1933 a 1945, ultrapassou os 188 mil e provavelmente nunca se saberá ao certo o número total de suas vítimas fatais.

Ficha Técnica

  • Espetáculo: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida
  • Direção e Dramaturgia: Pedro Pires
  • Em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • Operação de luz: Pedro Pires
  • Operação de vídeo: Eduardo Shlindwein
  • Fotos e Vídeo: Cacá Bernardes
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Duração: 70 minutos

Apoio: Galpão Arthur Netto

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DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida em Botucatu

Prosseguimos em junho com apresentação em Botucatu a série de visitas a municípios paulistas com nosso espetáculo DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida, contemplado pelo PROAC 2018 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

APRESENTAÇÃO GRATUITA

  • Botucatu: 9 de junho, domingo, 19h – Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci – Praça Coronel Raphael de Moura Campos 27 – Centro – Botucatu/SP

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos. O sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

Pesquisa

Este espetáculo trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir!

Discutir os tempos turvos de hoje através de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de reflexão sensível (cérebros e corações pulsando juntos) é nossa tarefa. E com ele acreditamos contribuir para a compreensão deste nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

Para a sua concepção partimos de quatro materiais de estudo:

  • As manifestações que tomaram as ruas das cidades brasileiras a partir de 2013;
  • As nossas experiências/memórias de vida, especificamente no que tange às lembranças/participação nos movimentos de massa que foram para as ruas a partir das Diretas Já;
  • Os romances de Chico Buarque;
  • As obras de Primo Levi.

Nos estudos (práticos e teóricos) sobre os romances de Chico Buarque encontramos dois materiais de interesse. Um que traz narrativas sobre o Brasil histórico – histórias de personagens brasileiros que remontam ao século XIX e chegam até os anos 90 do século passado. E, o mais relevante, uma sequência de narradores que contam aquelas histórias (mais antigas ou mais novas) a partir do período pós-redemocratização (um momento de esperança no progresso social onde as forças reacionárias se encolheram – por exaustão e não por extinção). Porém encontramos uma contradição fundamental para tentarmos nos entender hoje, que gerou a seguinte pergunta: como é que narradores (os narradores de Chico) num momento histórico de tantas esperanças eram todos – sem exceção – tão desconjuntados e infelizes? Encontramos então, nesses narradores desconjuntados, erráticos e “fracassados” a semente de um narrador de hoje – que tenta contar uma história relevante para os nossos dias. Um narrador da classe média, pela metade, que não sabe o final da história que está contando. Que é objeto e não sujeito de sua própria história. Como estratégia dramatúrgica, esse narrador foi colocado dentro de seu próprio sonho: indignado com o estado das coisas e levado pelo sonho a uma manifestação.

Ao redor deste “núcleo narrativo”, do narrador pela metade, construímos outro, que são os “reais narradores” do narrador, que contam a história daquele que tenta sintetizar seu tempo e a fazem transitar do campo narrativo-dramático (ou lírico) para o Épico.

Este outro núcleo é formado por figuras que se assumem como seres de ficção, ou seja, que não pertencem ao mundo real – o nosso de hoje. E que portanto podem ter o distanciamento necessário para encaminhar uma possível história para este tempo, encaminhando o final da fábula inspirados pelos testemunhos de Primo Levi – judeu italiano que sobreviveu a um campo de concentração nazista onde se lia na porta de entrada: O TRABALHO LIBERTA.

Motivo inspirador do título: o Campo de Dachau

Dachau foi o primeiro campo de concentração regular para prisioneiros políticos assentado pelo governo Nacional Socialista, isto é, nazista, em 1933, no sul da Alemanha.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois.

Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista. Com o passar do tempo, outros grupos também foram encarcerados em Dachau, entre eles ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e aqueles considerados “associais”, além de criminosos contumazes. Durante os primeiros anos relativamente poucos judeus estiveram presos ali, com exceção dos que pertenciam a uma das categorias mencionadas – realidade posteriormente invertida com o aumento da perseguição antissemita.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Autenticidade, Amor à Pátria.

O número de prisioneiros em Dachau, de 1933 a 1945, ultrapassou os 188 mil e provavelmente nunca se saberá ao certo o número total de suas vítimas fatais.

Ficha Técnica

  • Espetáculo: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida
  • Direção e Dramaturgia: Pedro Pires
  • Em cena: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • Operação de luz: Pedro Pires
  • Operação de vídeo: Eduardo Shlindwein
  • Fotos e Vídeo: Cacá Bernardes
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Duração: 70 minutos

Apoio: Prefeitura Municial de Botucatu

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rascunho para CABARÉ COLISEU – temporada prorrogada no Feijão

Prolongamos em maio em nosso espaço a temporada do espetáculo resultante de nossa mais recente pesquisa teatral: rascunho para Cabaré Coliseu.

Sinopse

rascunho para Cabaré Coliseu desenvolve-se a partir de uma estrutura cabarelística em três planos. O dos narradores-atores – que se perguntam o que estariam fazendo ali. O dos Mestres de Cerimônia, que trabalham junto ao espectador um cabaré imaginário. Ou seja, sugerem através da narrativa imagens e situações do que estaria acontecendo ali naquele palco vazio, e dali surgem figuras de pensadores que conversam sobre conceitos que estruturariam o pensamento de seu tempo sobre o “homem e a sociedade”. E finalmente, num terceiro plano, os mesmos Mestres de Cerimônia, além desta função primordial, desenvolvem situações e histórias como números cabarelísticos. E se revezam como narradores-personagens. Neste terceiro plano trabalha-se sobre a figuras de pessoas comuns – figuras femininas – acossadas em vários momentos históricos pela cultura hegemônica na luta de classes. Pela dominação Masculina/Capitalista.

Pesquisa

Resultado da última pesquisa teatral da Companhia do Feijão, rascunho para Cabaré Coliseu traz em sua dramaturgia e encenação algumas histórias e conceitos. Histórias e Conceitos que, igualados em suas funções fabulares teatrais, seguem uma mesma linha, ou seja, que buscam um sentido da encenação para a recepção – buscam a comunicação ativa com um espectador ativo. Um sentido não final, fechado, mas um sentido em leituras presentes do que fomos e do que pretendemos SER. Significados presentes para as experiências de vida pelas quais passamos. Que pretendem fazer DIALOGAR (no sentido utópico) o EU com o EUS e os EUS com os NÓS HISTÓRICOS.

Uma recolocação do gênero épico/narrativo para os dias atuais. Um “continuar a pensar” sobre as estruturas e conteúdos teatrais que mirem no “Futuro da Realidade”. Uma (…) Realidade menos morta (…) – para citar o poeta da canção.

Assim, a forma CABARÉ calcada em Números, situações, se reapresenta para a Companhia do Feijão como um caminho para o desenvolvimento de uma estrutura narrativa geral que sintetiza acontecimentos que independem da forma dramática. Uma independência da unidade dramática Aristotélica – ainda hegemônica no imaginário da maioria dos espectadores teatrais.

A estrutura Cabaré/fabular (tanto das histórias quanto dos conceitos – tratados como histórias) ressurge e pretende estimular o espectador para que ele “trabalhe” com o espetáculo que lhe é apresentado. Permite que ele jogue, brinque com os conteúdos e com as formas (que lhes são apresentados) sem esquecer do primeiro princípio teatral: a Diversão.

  • Texto e Direção: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Fernanda Haucke e Zernesto Pessoa
  • Cenário: Pedro Pires
  • Figurinos: Silvana Marcondes
  • Iluminação: Pedro Pires e Zernesto Pessoa
  • Sonoplastia: Pedro Semeghini
  • Fotos e vídeo: Alan Siqueira
  • Colaboração artística: Vera Lamy
  • Assistência de Figurinos: Isa Santos
  • Assistência de Vídeo: Débora Xavier
  • Estagiária: Aurora Bolaffi Pires
  • Realização: Companhia do Feijão
  • Temporada: 4 a 26 de maio, sábados e domingos às 20h
  • Duração: 75 minutos
  • Classificação etária indicativa: 10 anos
  • Ingressos: pague quanto puder – bilheteria aberta 1 hora antes das apresentações – sem possibilidade de reserva
  • Onde: Companhia do Feijão – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República – com acesso a cadeirantes
  • Capacidade: 40 lugares
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daTchau – rumo à estação GrandeAvenida em Ourinhos

Prosseguimos em maio com apresentação em Ourinhos a série de visitas a municípios paulistas com nosso espetáculo DaTchau – rumo à estação GrandeAvenida, contemplado pelo PROAC 2018 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. A apresentação integra a 11ª Mostra Sérgio Nunes de Artes Cênicas.

APRESENTAÇÃO GRATUITA

  • Ourinhos: 1º de maio, quarta-feira, 20h / Núcleo de Arte Popular – Rua Henrique Tocalino s/n – Centro

Sinopse

Uma pessoa (de classe média) tenta escrever uma narrativa que dê conta dos tempos sombrios que está vivendo. Nesta tentativa ela sonha que um dia acorda indignada com o estado das coisas. E, no sonho, esta indignação a leva para a rua – para protestar. No início sozinha, depois coletivamente, em harmonia com outros indignados, toma um trem de metrô cujo destino é a estação GrandeAvenida, para onde está marcada uma grande manifestação. Durante a viagem as diferenças do coletivo indignado assumem o protagonismo, atiçam raivas e ódios e se transformam em conflitos oníricos. O sonho se transforma em pesadelo. E o destino final desta viagem será o do encarceramento deste coletivo num campo de trabalhos forçados.

Pesquisa

Este espetáculo trata do nosso tempo presente, da vida presente, dos homens presentes. Sem deixar de pensar e olhar de onde viemos e de provocar o pensamento: para onde queremos ir!

Discutir os tempos turvos de hoje através de um teatro que NÃO se pretende fomentador de raivas e ódios insanos e pré-totalitários, mas que SIM se pretende fomentador de reflexão sensível (cérebros e corações pulsando juntos) é nossa tarefa. E com ele acreditamos contribuir para a compreensão deste nosso presente desagregado e carregado de radicalismos.

Para a sua concepção partimos de quatro materiais de estudo:

  • As manifestações que tomaram as ruas das cidades brasileiras a partir de 2013;
  • As nossas experiências/memórias de vida, especificamente no que tange às lembranças/participação nos movimentos de massa que foram para as ruas a partir das Diretas Já;
  • Os romances de Chico Buarque;
  • As obras de Primo Levi.

Nos estudos (práticos e teóricos) sobre os romances de Chico Buarque encontramos dois materiais de interesse. Um que traz narrativas sobre o Brasil histórico – histórias de personagens brasileiros que remontam ao século XIX e chegam até os anos 90 do século passado. E, o mais relevante, uma sequência de narradores que contam aquelas histórias (mais antigas ou mais novas) a partir do período pós-redemocratização (um momento de esperança no progresso social onde as forças reacionárias se encolheram – por exaustão e não por extinção). Porém encontramos uma contradição fundamental para tentarmos nos entender hoje, que gerou a seguinte pergunta: como é que narradores (os narradores de Chico) num momento histórico de tantas esperanças eram todos – sem exceção – tão desconjuntados e infelizes? Encontramos então, nesses narradores desconjuntados, erráticos e “fracassados” a semente de um narrador de hoje – que tenta contar uma história relevante para os nossos dias. Um narrador da classe média, pela metade, que não sabe o final da história que está contando. Que é objeto e não sujeito de sua própria história. Como estratégia dramatúrgica, esse narrador foi colocado dentro de seu próprio sonho: indignado com o estado das coisas e levado pelo sonho a uma manifestação.

Ao redor deste “núcleo narrativo”, do narrador pela metade, construímos outro, que são os “reais narradores” do narrador, que contam a história daquele que tenta sintetizar seu tempo e a fazem transitar do campo narrativo-dramático (ou lírico) para o Épico.

Este outro núcleo é formado por figuras que se assumem como seres de ficção, ou seja, que não pertencem ao mundo real – o nosso de hoje. E que portanto podem ter o distanciamento necessário para encaminhar uma possível história para este tempo, encaminhando o final da fábula inspirados pelos testemunhos de Primo Levi – judeu italiano que sobreviveu a um campo de concentração nazista onde se lia na porta de entrada: O TRABALHO LIBERTA.

Motivo inspirador do título: o Campo de Dachau

Dachau foi o primeiro campo de concentração regular para prisioneiros políticos assentado pelo governo Nacional Socialista, isto é, nazista, em 1933, no sul da Alemanha.  A organização e rotina deste campo tornaram-se modelo para todos os que viriam depois.

Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista. Com o passar do tempo, outros grupos também foram encarcerados em Dachau, entre eles ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e aqueles considerados “associais”, além de criminosos contumazes. Durante os primeiros anos relativamente poucos judeus estiveram presos ali, com exceção dos que pertenciam a uma das categorias mencionadas – realidade posteriormente invertida com o aumento da perseguição antissemita.

O processo de degradação tinha início já na sala de registro dos prisioneiros recém-chegados, em cujo teto foi pintado em letras grandes: Há um caminho para a liberdade. Suas balizas são: Obediência, Honestidade, Asseio, Sobriedade, Trabalho Duro, Disciplina, Sacrifício, Autenticidade, Amor à Pátria.

O número de prisioneiros em Dachau, de 1933 a 1945, ultrapassou os 188 mil e provavelmente nunca se saberá ao certo o número total de suas vítimas fatais.

Ficha Técnica

  • Espetáculo: DaTchau – Rumo à Estação GrandeAvenida
  • Direção e Dramaturgia: Pedro Pires
  • Em cena: Eduardo Schlindwein, Fernanda Rapisarda, Guto Togniazzolo, Marcos Coin, Vera Lamy e Zernesto Pessoa
  • Direção Musical: Marcos Coin
  • Cenografia: Pedro Pires
  • Figurinos: Guto Togniazzolo e Arieli Marcondes
  • Luz: Guilherme Bonfanti
  • Vídeos: Diogo Noventa
  • Projeções: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
  • Operação de luz: Pedro Pires
  • Operação de vídeo: Pedrenrique
  • Fotos e Vídeo: Cacá Bernardes
  • Produção: Companhia do Feijão
  • Classificação etária indicativa: 12 anos
  • Duração: 70 minutos
  • Apoio: Prefeitura Municial de Ourinhos
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